TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

06
Out 17

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Depois de uma esmerada educação numa escola de rapazes em Surrey, Reino Unido, de posteriormente ter trabalhado para a Rainha Mãe como grouse-beater — basicamente afugentando galinhas bravas na direção dos caçadores — e de ter sido assistente social nos bairros mais pobres de Londres, Kazuo Ishiguro vence o Prémio Nobel da Literatura de 2017. Ou a prova provada de que vale a pena estudar, o que ele fez na Universidade de Kent, na Cantuária, onde se especializou em língua inglesa e filosofia.

No total, Ishiguro conta já com nove obras publicadas, a primeira em 1981 e a mais recente, The Buried Giant, em 2015. Das suas obras mais conhecidas, o destaque vai para Os Despojos do DiaNunca me Deixes e Nocturnos.

Conta com um total de 21 distinções (somando o Nobel agora ganho), sendo que, entre elas, as mais relevantes são o Man Booker Prize para ficção (2005), os dois Best of Young British Novelists atribuídos pela Granta (em 83 e 93) e a nomeação como Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres em França, no ano de 1998.

 

Fonte: Observador

publicado por migalhas às 20:00

14
Abr 14

LISBOA


No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.
«Mas aqui!», disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
«aqui estão políticos». Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.
Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
«será verdade ou só um sonho meu?»

Tomas Tranströmer, prémio Nobel da Literatura 2011

Trad. Vasco Graça Moura

publicado por migalhas às 17:13

10
Out 13

 























Depois de no ano passado o Nobel da Literatura ter distinguido o chinês Mo Yan (2012), eis que em 2013 o galardão, no valor de oito milhões de coroas suecas (925 mil euros), coube à escritora canadiana, de 82 anos, Alice Munro. Definida pela Academia de Ciências Sueca como "mestre do conto contemporâneo", Munro recebe este prémio depois de anteriormente já ter sido distinguida com o Prémio PEN de Excelência, em 1997, o Man Booker International Prize, em 2009, e, por três vezes, com o Prémio Governador Geral do Canadá para Ficção. A sua prosa revela com ironia e seriedade, a um tempo, as ambiguidades da vida, colocando o fantástico ao lado do mundano, do dia a dia mais comum, que tem vindo a criar uma empatia crescente entre críticos e leitores.
Aqui ficam os livros da autora publicados em Portugal: "Amada Vida" (Relógio d'Água, 2013),"O Progresso do Amor" (Relógio d'Água, 2011), "O Amor de uma Boa Mulher" (Relógio d'Água, 2008), "Fugas" (Relógio d'Água, sem data) e "A Vista de Castel Rock" (Relógio d'Água, ainda sem data).

publicado por migalhas às 18:53

12
Mar 13

O texto, de 1927 e intitulado "Utsukushiki!" (Magnífico!, em português), foi encontrado nos arquivos esquecidos de um jornal.

Dois especialistas na obra de Yasunari Kawabata (1899-1972) encontraram uma novela perdida daquele escritor, o primeiro japonês a ganhar o Nobel da Literatura, nos arquivos esquecidos de um jornal de Fukuoka, o Nichi Nichi Shimbun. O texto, de 1927 e intitulado Utsukushiki! (Magnífico!, em português), foi autenticado pela Fundação Kawabata, que concluiu tratar-se de um conto em quatro capítulos publicado entre Abril e Maio desse ano no suplemento literário de segunda-feira daquele jornal local. Obra de juventude (Kawabata tinha então 27 anos), a novela agora redescoberta pelo académico Takumi Ishikawa e pelo editor Hiroshi Sakaguchi narra a história de um túmulo onde jazem duas pessoas (o filho deficiente de um industrial e uma rapariga morta acidentalmente ao visitar da campa do primeiro) - ecoando assim, como notou Ishikawa, um conto posterior do autor, Utsukushiki Haka (Um belo túmulo), de 1954. Kawabata, que viria a suicidar-se em 1972 num pequeno apartamento, sem deixar qualquer nota ou testamento, cresceu obcecado pela solidão e pela morte: quando escreveu Utsukushiki!, já tinha perdido os pais, a irmã mais velha, a avó e o avô, a única pessoa que dele se ocupara durante a sua juventude. Na altura em que Utsukushiki! saiu no Nichi Nichi Shimbun, tinha acabado de publicar a sua primeira novela, Kanjo soshoku, e preparava a edição da segunda, A Dançarina de Izu, mas continuava a tentar interessar os jornais locais nos seus inéditos. "Nessa época muitos escritores conhecidos procuravam fazer-se publicar na imprensa local, porque os diários nacionais de grande tiragem tinham sido arrasados pelo sismo de 1923 em Tóquio", explicou o investigador da Universidade de Rikkyo à AFP. A redescoberta desta novela até aqui desconhecida traz novos dados ao estudo da formação literária do escritor que a Academia Sueca premiou com o Nobel em 1968 por exprimir "com grande sensibilidade a essência do espírito japonês".

 

Fonte: Ípsilon

publicado por migalhas às 12:36

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