TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

17
Out 17

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Está oficialmente anunciado o vencedor do Man Booker Prize, edição 2017. Desta feita a escolha recaiu sobre George Saunders com a sua obra "Lincoln in the Bardo", naquele que é o primeiro romance deste americano mais conhecido pelas suas short stories. Mais ou menos merecido que os restantes cinco que o acompanhavam nesta fase final, a verdade é que este já ninguém lho tira. Resta-nos agora a nós, leitores, avaliar o mérito deste prémio, através da leitura das páginas que convenceram este júri sempre tão exigente. Até à próxima edição, a de 2018, temos muito tempo para tal. Boas leituras.

publicado por migalhas às 22:08

17
Set 16

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E eis que o tão aguardado último romance de Ian McEwan, "Numa Casca de Noz", chega até nós. Uma vez mais pela mão da Gradiva, editora que em Portugal tem divulgado as obras deste que é um dos escritores contemporâneos mais apreciados, esta edição coincide com o lançamento internacional da obra deste premiado autor. 

 

E a mesma reza assim:

"Trudy, em adiantado estado de gravidez, planeia envenenar John, o marido e pai da criança que vai nascer, de conluio com Claude, seu amante e cunhado. Sem o saberem, têm uma improvável testemunha da trama: o bebé, residente no ventre de Trudy. Um toque de surpresa, trazido pela voz que narra o mundo. 

E, com isso, apresenta uma perspectiva inigualável. A perícia das palavras, num enredo que guarda a vida e que contém a morte. Uma história de crime e engano, de traição e amor. Estes são ingredientes que, à luz da literatura e pela pena de um grande mestre da escrita, se reúnem para dar corpo a um texto irresistível."

 

publicado por migalhas às 11:00

29
Abr 16

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Já começou a colecção de clássicos de Paul Auster com que a revista SÁBADO nos decidiu brindar nos próximos 3 números.

Para quem é seguidor da sua obra, sabe que aqui reside apenas uma pequena parte. No entanto, mesmo pequena, é digna de ser consumida por quem já é familiarizado com o autor ou descoberta por quem ainda não teve o prazer de se iniciar com a sua escrita. O preço também ajuda, pelo que aconselho a reunir estes 6 volumes da sua já extensa obra para serem devidamente devorados no período das férias, que está cada vez mais próximo. Fiquem-se pois com estas boas leituras.

 

Aqui podem ler as sinopses de cada um dos títulos: http://microsites.xl.pt/sabado/livrosPaulAuster/?utm_campaign=PaulAuster&utm_medium=Sabado&utm_source=Moldura

 

 

 

publicado por migalhas às 16:00

20
Abr 16

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Héctor Abad Faciolince, escritor colombiano, tem livro novo e concedeu uma entrevista aquando da sua passagem pelas Correntes d’ Escritas, na Póvoa de Varzim, que pode ser lida aqui: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=816387#

 

Quanto a "Oculta", o seu mais recente romance, tem como cenário o Sudoeste de Antioquia (Colômbia), recorre à história de uma família e da colonização, narrando momentos de uma violência sem fim. A origem deste romance é uma propriedade que era dos seus bisavôs, quase inacessível, nas montanhas; um local que conhece desde a infância e que continua a visitar. Lá, encontra-se um lago, Oculta, pertença de uns primos seus. Foram estes que lhe contaram episódios que ali aconteceram, os afogados naquele lago, os grupos guerrilheiros e paramilitares que actuavam lá. Falaram-lhe dos cavalos, dos pássaros, das cores, do que comiam, testemunhos que o inspiraram a escrever este romance. Um exercício de memória sobre uma terra inóspita e amotinada.

publicado por migalhas às 11:30

13
Out 15

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publicado por migalhas às 11:00

17
Abr 14

"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente pensaria em tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os demais parassem. Acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e saborearia um bom sorvete de chocolate.

Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse. Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.

Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes: “Te amo, te amo, te amo.”

Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado de amor. Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar pela vida.

A uma criança lhe daria asas. Mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.

Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, homens.

Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta, com sua pequena mão, pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro, de cima para baixo, para ajudá-lo a levantar-se.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês. Ah! Se Deus me desse um pedaço de vida."

 

Gabriel García Márquez (1927 - 2014)

publicado por migalhas às 21:42

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