TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

18
Abr 16

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Após o sucesso da edição de 2015, a Chiado Editora reeditará este ano a iniciativa "Um Livro Num Dia", na comemoração do Dia Mundial do Livro a 23 de Abril, sábado.

Autores reconhecidos, escritores emergentes ou meros sonhadores, podem participar na edição ao vivo de “Um livro num dia”.

Neste dia, a partir das 09h00, a Chiado Editora vai montar um escritório móvel na Praça Luís de Camões, em Lisboa, onde o público pode apresentar os seus textos originais de forma a integrarem esta edição especial. Os contos devem ser entregues em formato digital (PEN), com um limite de 2.000 caracteres, até às 12h00.

Nenhum texto será admitido antes das 9h de dia 23 de Abril. Todas as etapas do processo de Edição de um livro terão lugar a 23 de Abril e à vista de todos.

Todas as fases de construção do livro podem ser acompanhadas in loco, desde a revisão à paginação e design da capa e, às 13h00, o livro segue para a gráfica. Ao final da tarde (18h30), regressa ao mesmo local, onde 1.000 exemplares da obra serão distribuídos gratuitamente ao público.

O livro ficará então disponível para compra em www.chiadoeditora.com e, no dia seguinte, entrará no circuito comercial podendo ser adquirido junto das maiores lojas.

Durante a tarde, o escritório mantém-se aberto, em modo OPEN OFFICE DAY, proporcionando a todos os que passem pelo espaço a oportunidade de conhecer os meandros do trabalho editorial, conversar com os nossos  Editores e colocar todas as suas questões, dúvidas, sonhos, projetos, etc.

 

Edição ao vivo de “Um livro num dia” – Chiado Editora

23 de Abril, Dia Mundial do Livro

Praça Luís de Camões, ao Chiado, Lisboa

 

09h00-12h00 :: Entrega de textos originais, revisão, paginação e design de capa

13h00 :: Livro dá entrada na Gráfica

14h00-18h00 :: Open Office Day

18h30 :: Lançamento do livro e distribuição gratuita de 1.000 exemplares do livro.

 

Uma iniciativa que se aplaude, na sua segunda edição. Participem!

publicado por migalhas às 15:00

21
Mar 14

 

 

 

 

 

 

 

Com este meu original integro o Volume V da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho", edição de 2014.

 

 

REAIS HORRORES

 

as ruas metem-me nojo

as ruas nuas, ao abandono

as valetas sem dignidade

o empedrado estagnado

as poças de água fétida

a içarem-se desta obscuridade

por entre becos frios e sem idade

 

aqui se omitem renegados e outros sem trono

a céu aberto, olhos nos olhos

sem um canto onde dormir um sono

sem um tecto a que chamar seu

andrajosos arrastam-se pela lama

que alguém lhes fez a cama

 

e o cheiro, senhores! a putrefacção

a cólica parida de uma suposta refeição

sugada a meias com formosas ratazanas

sob olhares esganados de deformadas damas

num decrépito espectáculo de reais horrores

 

ao que nós chegámos, senhores!

ao que nós chegámos

 

© Copyright Migalhas (100NEXUS_2012)

publicado por migalhas às 17:01

25
Mar 13

 













A mais recente antologia de poesia de que faço parte, desta feita com o meu original de 2011 "Tardiamente".

publicado por migalhas às 11:33

31
Out 11

Há uma fuga furiosa

De quem preso na lama se ergue e grita

 

Há uma margem mínima

Para quem do mar se aproxima e clama

 

Quem me chama? Quem me chama?

 

Que este ar que respiro não é meu, é emprestado

Impregnado está na carne como a flor viçosa na terra

Num laço de dor, em tom de proibida cor

 

Lanço a chama e a palavra agudiza

Canto aos céus, não conto as marés

Tropeço nas letras que salpicam este manto

Entre todo este entulho onde enterro os meus pés

 

Sou ar, sou terra, sou por este mar adentro

Que o fogo é fátuo e de facto extinguível

Coração ao alto, mole, de manteiga

Sou pele, sou ossos, sou coisa sensível

 

Sou máquina ao retardador que tardiamente entende

Que o rio desagua no mar

E este meu frágil corpo na terra

Refúgio final, meu último lugar

 

inédito de migalhas (100NEXUS_2011)

publicado por migalhas às 21:55

20
Fev 08

Esta terra não é a minha terra.
Nenhuma terra é a minha terra.
Nenhum grão do que seja, de terra, de areia, do que seja, é terra que eu pise.
Eu não piso chão algum.
Eu não me movo, não me atrevo, nesta ou em qualquer terra.
Quantos anos somam as poeiras que me ferem a vista cansada?
As mesmas que me tragam entranhas e pele e os olhos feridos, esbatida a visão que me toldam numa rajada de vento vil e doentio.
Poeira traiçoeira que me devora e impede de pisar o chão, chão algum.
Me fustiga a alma dilacerada, me expulsa desta casa que não tenho, que não habito, como a terra, terra alguma, seja qual for.
Nenhuma terra é a minha terra.
Eu não vivo, nem respiro, não me movo, nem respiro, não existo, nem respiro.
Em terra alguma, eu não tenho terra, eu não a exijo, não a permito.
Esta, esta terra que não é minha.
Nem esta nem terra nenhuma.

 

inédito de migalhas (100NEXUS_2008)

publicado por migalhas às 12:46

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