TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

12
Jun 07

Tem dias, tem noites, tem flashes impressionistas do que poderia ter sido. Abala-se com a intensidade de um poderoso e avassalador furacão e depois queda-se, hirto, sem expressão. Tudo por terra, total desilusão. A mando de quem ou do quê? Ou a mando de nada nem de ninguém, que esta somos nós que comandamos. Julgamos nós, pobres tolos, gente que vai ao engano e de nada desconfia. Sentem-se poderosos, no comando das operações, mas nada é o que realmente aparenta. E de repente pequeninos. Minúsculos, poeiras que à mais leve brisa levantam voo e desaparecem sem deixar qualquer rasto ou vestígio do que foram ou poderiam ter sido. Apenas flashes impressionistas. A força do contacto com a natureza e a vontade de nela aprender a ser. De tentar entender que caminho tomar, para onde rumar. A norte, a sul. Tem dias, tem noites, mas tem sempre flashes impressionistas de tudo o que na realidade nunca o rodeou. Apenas visões. Turvas por vezes, por demais realistas de outras. Move-se mas não sente a liberdade. Preso de mãos e pés, atado, subjugado a uma vontade que não é a sua. Olhos na estrada e de novo os flashes. Como que a encaminhá-lo. Será desta? Irá por fim entender e assim conseguir perceber o que é viver? Vá-se lá saber quem sabe. É aproveitar, é querer, é fazer acontecer, é deixar andar e vê-la por nós passar, a correr. Ser e estar, num uno indissociável, num estado que é o nosso, a cada dia vivo.

publicado por migalhas às 15:26

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Junho 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
13
14
15
16

17
18
22
23

24
25
26
27
28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
facebook
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO