TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

13
Abr 07

Hoje é dia de azar. Vira essa boca para lá! Qual azar qual quê! Lá por que neste mês o dia 13 logo foi coincidir com uma sexta-feira, isso não tem que ser obrigatoriamente sinónimo de dia não. A começar por que é sexta-feira, véspera de fim-de-semana. Que azar pode haver nisso, já com o cenário de dois benditos dias de descanso no horizonte? Se estivéssemos a falar de uma segunda-feira 13, isso sim, seria um azar descomunal, mais que não fosse por que, pela frente, estariam 5 longos e penosos dias de trabalho, quase sempre enfadonho e sem atractivos especiais. Mas ainda assim, azar, azar, era não ter emprego. Era acordar todos os dias, sextas-feiras 13 ou não, e não ter que fazer, como se sentir útil ou saber que alguém necessita dos seus préstimos, do seu conhecimento, para elaborar uma determinada tarefa. Ficar fechado entre 4 paredes a pensar apenas em formas de ludibriar o cada vez mais complexo processo de garantir o apetecível subsídio de desemprego ou, na falta do mesmo, a desesperar, quem sabe com um curso superior tirado (mesmo que seja na Independente!), por não ver rentabilizados os custos e tempo despendidos para o conseguir. Mas, mais grave ainda, é o desespero de não ver um ordenado a cair na conta bancária, se a tiver, todo o fim do mês, por mínimo que esse possa ser. Ou ainda pior. Ter família, filhos, contas para pagar e não ter como responder às imensas solicitações de uma suposta existência comum, da forma que certamente seria a ideal. Por vezes a vontade só não chega. É necessária uma imensa persistência, uma luta hercúlea para levar adiante as pretensões, desejos, ambições, que nos servem de consolo face ao resto. Face aos imponderáveis, aos imprevistos, que se escondem em cada esquina e, por isso, muitas vezes são confundidos com o tal de azar. Aquele que serve invariavelmente de bode expiatório a tudo o que, a nossos olhos, nos é inconveniente, num despropósito que nos abranda o ritmo, desvia do rumo que seguíamos ou, abruptamente, o interrompe, sem aviso. Por isso o detestamos e dele fugimos como o diabo da cruz. Na minha modesta opinião, isso do azar não passa de um mito, de mais um produto de marketing incentivado e massivamente comunicado, no sentido de incutir medos e receios onde eles nem sequer existem. Pois que se a sorte somos nós que a fazemos, tudo se deverá resumir ao empenho e dedicação postos em prática, para que a mesma ande sempre por perto. De preferência, de braço dado connosco. E por que mais vale prevenir que remediar, que tal aconteça mesmo num dia como o de hoje, uma sexta-feira 13.

publicado por migalhas às 11:45

E sabes tu pq é q se diz q sexta 13 é dia de azar? Pq foi numa sexta 13 q os Templários foram assassinados, por ordem do Papa.
Ana a 13 de Abril de 2007 às 13:31

Meu amigo, eu acho que o nosso querido clube deveria passar a jogar sempre e apenas em 6ª's 13!
Pelos visto, dá-nos sorte!
:o)

Falando mais a sério...o azar azar mesmo até existe, mas de facto, muitas vezes é a mais fácil de todas as nossas desculpas!
Marco a 16 de Abril de 2007 às 12:53

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