TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

07
Fev 07

Tem de haver algo mais do que isto. Do que este ramerrame sempre igual, dia após dia. Desta rotina que se entranha e se torna hábito, coisa comum que nos move sempre de igual forma. Tantos milhões de pessoas, num mundo tão gigantesco como o nosso, e quase todas desempenham os mesmos papéis diariamente. Sem nada de diferente, sem variantes, sem novidade.

Ele é acordar cedo, enfrentar o trânsito rumo ao local de trabalho, passar grande parte do dia (a sua maior parte, diga-se) entregue às obrigações laborais, um almoço a correr, uma laracha com o colega do lado, um telefonema apressado para a mulher, a saber dos filhos....

Depois é o reverso da medalha já gasta. O mundo ao contrário, o regresso às origens. Como num rewind, num flashback que nos coloca de novo na estrada, no carro, de volta a casa, onde vamos encontrar as réstias de mais um dia banal, igual a todos os outros, onde sobra apenas tempo para um beijo apressado na mulher, na filha que cresce sem darmos conta e que ajudamos a deitar até ao dia seguinte. Depois um jantar muitas vezes já sem apetite, uma vida sem sal.

A quantidade de factos relevantes que nos são omissos pela vida parva que levamos sempre igual e que nem questionamos. Tanta gente em tanto lado e todos fazem o mesmo, todos os santos dias? Como robôs, que não escolhem, apenas respondem ao chamamento, cumprem ordens, se deixam ir numa viagem sempre repetida.

Por isso acredito que este cenário não deve ser único. Para que andamos todos nós neste carrossel de loucos? A morrer cedo, de stresse, de desgaste escusado, sempre cansados, falhos de paciência para o que realmente deveria ser o mais importante. 5 Dias por semana na ânsia de 2 que nos possam servir de escape. Em que depositamos planos que ficam sempre adiados por falta de tempo, de oportunidade. Que mistérios existem para lá disto que nos é servido de bandeja como única realidade possível? A vida não pode ser apenas e só isto. Dependerá de nós? Apenas de nós e das nossas ambições, desejos, anseios?

Acredito seriamente que é quase obrigatório pensar, imperativo conceber, que existe mais. Acredito que nos está reservado algo mais do que apenas isto. Ou a vida, só assim como se expõe a toda a hora, revela-se muito escassa em interesse.

publicado por migalhas às 18:13

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