TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

02
Out 06

Há já uns tempos que não dedicava um tempinho a este meu vício, mas a verdade é que, ultimamente, tempo é coisa que não tenho tido em abundância. A rotina tem tomado conta da minha existência e dou por mim a viver dia após dia como que de uma cena repetida em contínuo se tratasse. A sensação é a de uma marioneta destituída de qualquer vontade própria ou poder de decisão, que se limita a acordar, ir trabalhar, regressar ao fim do dia e retomar este ciclo medonho, enfadonho, sem nada que justifique lembrá-lo um dia mais tarde. Uma vida cinzenta, como cinzentos são os dias que se antevêem de agora em diante e que serão mais e mais curtos até um limite quase impossível de tolerar. Se a vida é isto, então não sei se gosto. Posso mesmo dizer que me sinto enganado. A quem reclamar? A que instituição recorrer para exigir de volta estes dias sem nexo que já foram vividos e que gostaria de voltar a reviver, mas agora com algo que dê algum sentido à vida, como ela deveria ser. Ideal, justo e são, era a existência de um período sagrado (como a ida à missa, por exemplo), a que todos tivessem direito e de que ninguém pudesse ser privado, período esse que contemplaria algumas horas diárias dedicadas apenas ao gozo dos prazeres exclusivos da vida. Passear, olhar o pôr-do-sol, assistir a um espectáculo, jantar descansadamente num restaurante acolhedor na companhia daqueles de quem mais gostamos, reunir com os amigos para discutir tudo e mais alguma coisa, enfim, tirar partido daquilo que é o suco da nossa existência e para o qual nunca parecemos ter tempo disponível. Se calhar este é um queixume que não é exclusivo meu, com certeza que não. Mas no que me toca a mim, gostaria de o ver definitivamente alterado. Por que sei que a vida são dois dias e se não começo já a aproveitá-los, depois pode ser tarde demais.

publicado por migalhas às 10:44

Julgo que o tempo é das mais irónicas ferramentas à nossa disposição. Sabemos que ele é precioso mas aquele que nos dão para gastar diariamente, simplesmente não chega.
Ou porque o trabalho, ou porque um imprevisto, ou porque isto, ou porque aquilo.
Os dias são pequenos demais para que possamos existir plenamente.
Conclusão: temos de nos limitar às prioridades que asseguram a nossa existência enquanto o nosso eu que se quer divertir e tirar gozo deste previlégio que é viver, fica a um canto sozinho e triste por se sentir ignorado.
É triste esta realidade!
Marco a 2 de Outubro de 2006 às 14:10

So nos resta aceitar o q nos e dado e viver o maximo possivel, sempre de sorriso nos labios. Assim de certeza q aproveitamos mais o q quer q seja q estejamos a fazer.
ana a 5 de Outubro de 2006 às 18:31

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