TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

04
Jul 06

Não que seja muito dado a essas coisas de invejas ou de egoísmos ridículos e sem sentido que não levam a lado nenhum. Não, senhor. Mas, verdade se diga, que tenho andado contente com o facto de o Verão estar a aguardar por mim para se fazer notado. Na minha opinião, não se trata de egoísmo mas sim de justiça. Poética ou não, mas justiça. Então se eu não posso usufruir da bela da praia, de um solzinho retemperador, de uns banhos refrescantes, por que é que outras pessoas hão-de ter essa sorte? Se logo pela manhã tenho de me fazer à estrada e levar com uma dose de trânsito diário que se repete ao fim do dia quando regresso já meio feito num 8, se tenho de passar horas a fio sentado a uma secretária a imaginar como vender este ou aquele produto de uma forma original que jamais alguém alguma vez tenha pensado, se estou a perder os melhores anos da minha vida com questões que se prendem apenas com trabalho e formas de conseguir amealhar uns cobres que me permitam uma vida mais folgada, então é justo que o São Pedro olhe por mim, e por outros como eu, e vá retardando a chegada do sol e do sempre aguardado Verão com umas nuvens cinzentas e uns pingos de chuva. Facto que, a meu ver, não traz mal nenhum ao mundo senão um ou outro transtorno aqui e ali, nomeadamente nuns quantos planos de férias já em execução, que assim tendem a ficar definitivamente arruinados. Coisa pouca, se pensarem que em jogo estão todos os outros que para trás ficaram a alimentar a fornalha da produção nacional, contribuindo com pazadas de carvão em forma de trabalho diário que executam arduamente até ao regresso dos que agora estão ausentes. Definitivamente, não me parece tratar-se de qualquer espécie de egoísmo. Apenas uma vontade de ter o que outros queriam ter agora e também não estão a conseguir. Está-se a escrever direito por linhas tortas e a mim não me parece nada mal. Desde que chegando o meu período de lazer as coisas mudem e o cenário seja o normal para essa altura do ano. Que é como quem diz, sol e calor que me permitam uma temporada de praia inesquecível, recheada de momentos sem paralelo que depois possa contar em formato de best of aos outros. Aos que por cá ficaram a carburar no meu lugar, tristes por não terem tido as férias com que sonharam todo o ano.

publicado por migalhas às 10:18

Meu caro amigo, não podia estar mais de acordo contigo e logicamente com São Pedro. Facto: um Santo não o é por acaso. Muito memos Pedro, fiél disciplo que apesar da famosa tripla negação, sempre foi um dos mais leais apósptolos. Não é Santo por acaso, nem dá ponto sem nó. Por isso, todos temos de acreditar no seu sentido de justiça, tanto divina como meteorológica. A única questão que se me levanta, não é a opcção de Pedro, mas sim descobrir o Santo responsável pelo pelouro da marcação de férias. Como esse é que tenho contas a ajustar. Não o encontro em lado nenhum! Cá para mim, esse amigo não está no céu e como todos sabemos, nesse outro sítio faz calor suficiente para que essa gente se preocupe com questões climatéricas. Que inferno! ;o)
Marco a 4 de Julho de 2006 às 14:16

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