TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

30
Mai 06

Hoje, penúltimo dia do mês de Maio, comemora-se o dia europeu da vizinhança. Quer isto dizer que, principalmente no dia de hoje, deveríamos incentivar aos bons modos e ao relacionamento salutar entre a vizinhança, não só lá do prédio, mas lá da rua, do bairro, and so on and so on. Claro que, para isso, não chega apenas a boa vontade de uma das partes. Veja-se o meu caso. Logo a começar pela vizinha do mesmo patamar, supostamente o expoente mais próximo de vizinhança que me é dado constatar, as coisas não correm pelo melhor. Pouco dada a trabalhar e sem muito com que se entreter durante os dias que, calculo, sejam de tédio absoluto, aproveita o imenso tempo livre de que dispõe para me presentear com bilhetinhos idiotas escritos em tom maternal, como que a querer transmitir indicações que há muito deixaram de surtir efeito junto dos próprios filhos, cansados de a aturar. Até percebo que tenha de recorrer a este método, dada a distância de 3 a 4 passos que separa as nossas portas. Mas antes assim. Pois não sei se me apetece chegar à fala com quem apenas parece talhado para a escrita de recados idiotas. Fico-me pois pelos educados bom dia ou boa tarde fugidios, não me esforçando sequer por ir mais além. Basicamente, é a única vizinha com que existe algum atrito e logo tinha de ser a do lado. Mas pelo que soube, já vem de trás esta sua antipatia natural com quem se muda para o apartamento em frente ao seu. Coitada! Até a compreendo. Afinal, são já os terceiros vizinhos com que tem de se chatear e arranjar motivos para criar mau ambiente. Não é fácil e requer muita dedicação e alguma criatividade para também não se repetir. Pois, afinal de contas, é tudo o que faz durante os seus santos dias. Talvez fosse caso para ponderar a compra de uma cabana no meio do mato e aí tentar a via do isolamento. Sempre convivia com outros bichinhos, como ela...

Tirando este ponto negro, até nem me queixo do resto da vizinhança. No prédio, nas lojas circundantes, nas redondezas. A malta é simpática, acolhedora e parece apostada em dar razão a quem um dia se lembrou de comemorar algo que deveria ser natural e espontâneo, vindo de um animal que se diz social.  

publicado por migalhas às 18:39

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