TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

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Out 04
Se nos pusermos a pensar bem, é por demais evidente que temos vindo a ser vítimas da "colonização" americana e quase sem darmos conta. Por todo o lado são evidentes as influências a todos os níveis, desde produtos a marcas, passando por formas de pensar e de agir, que já quase de forma mecanizada preenchem os nossos dias. Ele é a comida de plástico, vulgarmente conhecida por "junk food" - e que tem o seu exemplo máximo na cadeia de restaurantes McDonald's -, aquilo que se bebe em quantidades por demais exageradas e que dá pelo célebre nome de coca-cola, a forma de vestir, a música que nos entra casa adentro e cuja origem é quase exclusivamente americana, os filmes que invadem a grande maioria dos nossos cinemas, a moda - apenas concebível na mente de crianças crescidas como são os americanos - de comer pipocas enquanto se visiona um filme em plena sala de cinema, os programas televisivos que dão origem às mais asquerosas cópias que depois proliferam por essa Europa fora, enfim, de tudo um pouco somos vítimas. Mas é aqui que coloco a questão: seremos mesmo vítimas de uma invasão propositada com finalidades que desconhecemos (mas imaginamos) ou somos passivos a essas mesmas influências e gostamos de o ser, escudando-nos depois no papel de "coitadinhos", tal e qual Calimeros sempre injustiçados? É que dá-me claramente a sensação de que tal acontece porque somos nós que o fomentamos. Porque gostamos do que vem do lado de lá do Atlântico. Porque existe a eterna ideia de que o que é de fora é que é bom. O pior é quando deixa de se estabelecer parâmetros de qualidade e tudo passa a ser aceite sem se questionar. Seja realmente bom - como é o caso de alguma música, de algum cinema - quer seja pura e simplesmente mau. Deveria ser um exemplo para todo o mundo, como é que um continente - ou se quiserem um país - com pouco mais de 500 anos de história, se intromete na gerência do globo e o influencia desta forma tão marcante, quase assustadora. De nada servem os milénios de história das restantes culturas do mundo? Nada se aprendeu nesse longo período de tempo que seja capaz de fazer impor uma ordem que prime um pouco mais pela civilização, por hábitos e costumes que deveriam ser um exemplo a seguir? Anda a Europa a reboque da América, a adaptar-se aos seus hábitos e formas de pensar, quando deveria ser precisamente o oposto. Ou como dizem os Rammstein (grupo rock oriundo da Alemanha) num dos seus mais recentes temas "we're all living in America". E nem damos por isso.
publicado por migalhas às 11:11

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