TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

03
Dez 04
Dando ouvidos aos sempre sábios conselhos da minha querida esposa, coloco aqui o primeiro capítulo do meu, até à data único, livro editado, intitulado "DEUSES NA TERRA". Trata-se de uma história fantástica que poderá ser encomendada em qualquer livraria, caso vos tenha suscitado a curiosidade de a conhecerem na íntegra. A Editora é a Colares, o livro faz parte da sua Colecção Fantástica e foi editado em 2002. Ah, é verdade! O nome do autor é Miguel Teixeira, para os que não sabem. Espero que gostem.

Capítulo 1
O COMEÇO

Sentia-me o rei do mundo. Bem sei que as quatro cervejas que havia consumido, eram grandemente responsáveis pelo facto. Mas, ainda assim, nada invalidava o agradável da sensação. Lá fora, o calor era insuportável. Quarenta e dois graus não era propriamente a temperatura ideal para se passear pela rua. E mesmo dentro de casa, não havia ar condicionado que fizesse esquecer tanto calor. Com o aproximar da hora marcada, as pessoas iam chegando. Ora conduzidas por grandes limousines, ora fazendo-se transportar nos seus espectaculares carros, todos impunham o respeito próprio de quem é influente sem precisar de o afirmar.
A ânsia da espera começava a consumir-me. Os minutos teimavam em passar e tornava-se difícil prever o desenlace final daquele momento, até então tão desejado, mas agora vivido com um crescente receio. Nem mesmo a indumentária escolhida para a ocasião reunia agora a mesma aprovação de há umas horas atrás.
Daí, que o efeito do álcool seja de todo útil numa situação destas. A sensação de que tudo pode acontecer, sem que se dê a mínima importância aos efeitos daí resultantes, é por demais gratificante. A acrescentar a tudo isso, o facto de me sentir de todo deslocado naquele mar de seres estranhos, com os quais, pouco, ou mesmo nada, me identificava. Embora a celebração me tivesse a mim como figura central, sentia-me algo perdido num meio que nada me dizia. "Talvez por ser um novato nestas andanças" - pensei. Mas, uma vez mais, bem dito o efeito do álcool.
Embora figura responsável por aquele evento especial, até então eu concorria seriamente para figurar no top dos mais ignorados por todos quantos ali se encontravam. O que me deixava livre para observar os tiques da burguesia, as suas conversas de ocasião, os sorrisos forçados, ou mesmo as últimas tendências da moda. Que numa onda de revivalismo, pareciam apontar para o regresso do eterno fato e gravata. Opção que, numa ocasião como esta, cai sempre bem. Aliás, o mesmo raciocínio que esteve na origem da minha escolha. Talvez devesse ter ponderado um pouco mais a conjugação de cores. Ou mesmo de padrões. Por alguma razão a minha mãe sempre me alertara para o facto de riscas e quadrados não ligarem bem. Mas agora era tarde demais. E, vistas bem as coisas, eu agora pertencia ao grupo restrito dos artistas. Logo, não havia grande mal em comungar dos seus gostos. Até porque é sabido aquilo de que estes seres são capazes para se mostrarem diferentes dos demais mortais. Não sei se por esta razão, a verdade é que uma alma caridosa ousou dirigir-me a palavra. Tratava-se do presidente do clube, pessoa simpática que tinha sido igualmente o primeiro a transmitir-me a notícia que hoje me trazia até aqui. Uma simples troca de palavras com o responsável máximo do clube e o corrupio de outras individualidades em direcção a nós fez-se desde logo sentir. Por outras palavras, comecei a ser reconhecido. Os casais aproximavam-se, primeiro a medo, mas depois com um à vontade de quem me conhece desde sempre. Mas como em mim o álcool tem o efeito de me soltar a língua, não foi nada difícil manter várias conversas cruzadas em simultâneo, ao ponto de ser tão convincente que deixava transparecer uma pessoa sociável e de trato fácil, que na realidade não sou.
Foi então que, já algo massacrado com tantas questões do género como, porquê, quando, e até mesmo, onde, fui salvo, "in extremis", pela bendita voz que ecoou pelo átrio de entrada. Esta ia pedindo aos presentes que subissem ao andar de cima e se fossem instalando na sala, para se dar início à cerimónia. O grande momento tinha finalmente chegado!

Continua...
publicado por migalhas às 11:21

Assim é q é! Já q a editora não faz publicidade ao livro, quem melhor do q o autor, q por acaso até é publicitário. para o fazer? Nesta época de Natal, não podia vir mais propósito. Comprem e ofereçam q não se arrependem. :)Ana
</a>
(mailto:ana.pereira@wportugal.pt)
Anónimo a 3 de Dezembro de 2004 às 16:42

meu Deus!... isso é que é promoção!...ehehehehhe... Eu entrei em contacto com esse livro a primeira vez numa feira do livro o ano passado... e li-o este ano... no mínimo interessante e divertido, com muita dose de imaginação fértil à mistura!! Que o "mestre" continue a escrever assim... ;-) um abraçoum leitor atento
</a>
(mailto:eeee@sapo.pt)
Anónimo a 3 de Dezembro de 2004 às 12:36

Dezembro 2004
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
14
17
18

19
20
23
24
25

26
27
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

facebook