TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

06
Dez 04
Muitos têm sido os "slogans", "claims" ou, mais correctamente e em português, as assinaturas de marca ou de produto, que têm marcado e influenciado as nossas vidas ao longo dos tempos. De há muitos anos a esta parte, vamos repetindo no nosso quotidiano pequenas frases que foram criadas com o intuito de resumir aquilo que é, ou pretende ser, determinada marca ou produto e que, por ficarem mais no ouvido ou por serem realmente inovadoras, destacaram-se em relação às demais. Sem sequer nos apercebemos, usamos e abusamos delas nas mais variadas situações, passando como que a fazer parte integrante das nossas conversas do dia-a-dia. Quem não se lembra do velhinho "Foi você que pediu um Porto Ferreira?". Ou do "Nove em cada dez estrelas usam Lux". Quem se recorda destes exemplos mais antigos, por certo retém ainda outros casos de sucesso, tais como o "Anda na boca de toda a gente" da Pasta Medicinal Couto (um caso típico de gosto discutível, pois dá que pensar se seria sensato usar uma pasta de dentes que anda na boca de toda a gente), ou o da já inexistente Regisconta, com o famoso "Aquela máquina!". Avançando no tempo, relembro ainda "O que é Nacional é bom" ou mesmo o "Tão natural como a sua sede", da sempre actual Água do Luso. Ainda mais recentemente, outros "slogans" se destacaram e, por isso mesmo, também eles andaram nas bocas do mundo, à imagem da tal Pasta Medicinal Couto. São eles o "Vá para fora cá dentro", do ICEP, o "Onde você estiver, está lá", da Telecel, agora Vodafone, ou mesmo um que novos e velhos conhecem de cor, "Novidades, novidades, é no Continente". Mas não são apenas os "slogans" que muitas vezes repetimos como se fôssemos autênticos papagaios. Também existem, e existiram, expressões que, pela sua originalidade, nos conquistaram desde logo. Ou já se esqueceram do clássico pertença do extinto Restaurador Olex - e que remonta a meados do século passado -, onde se dizia: "Um branco de carapinha ou um preto de cabelo liso não é normal. O que é normal e fica bem é cada um com o seu cabelo"? Ou do Pai Natal que, de dentro da loja, dizia para alguém que ficara à porta "Só há esta. É para mim", das extintas Bombocas? Ou daquela senhora que quase suplicava ao seu mordomo "Oh Ambrósio, apetecia-me algo". Ao que o bom do Ambrósio respondia "Senhora, tomei a liberdade...", para logo receber em troca um "Bravo Ambrósio!"? Ou do êxito que foi o "Tou xim? É p'ra mim!", outra vez da Telecel. E "O algodão não engana" ou o "Branco mais branco, não há"? Ou, mais recentemente, o "Tou que nem posso" da Frize ou o "Worten sempre"? E se estas foram algumas das frases publicitárias que ficaram para a história, que dizer de alguns jingles ou, se quiserem, temas musicais de alguns anúncios lendários? Quem não recorda com saudade aquele tema que começava assim: "Com capota, sem capota, ele é jipe, é camião, Mehari, Citroen". E o "Olá cá estou eu, o Brise contínuo, novo desodorizante e faço desaparecer o cheiro mais embirrento". Relíquias, não acham? A que se juntam outros clássicos, como o "Bic laranja de escrita fina, Bic cristal de escrita normal..." ou o "Cevada, chicória, centeio, é a sua composição, Brasa é a bebida que aquece o coração". Como publicitário que sou, e se calhar mais familiarizado com o tema em questão, tenho perfeita noção de que referi apenas uma quota parte mínima dos casos de sucesso da publicidade nacional e que muitos outros, seguramente alguns até mais conhecidos, terão sido esquecidos. Que me desculpem os seus autores, mas a ideia é apenas a de recordar, em jeito de nostalgia, algumas das coisas interessantes que ainda vão saindo das mentes iluminadas dos criativos da nossa praça. Para os mais atentos a estas coisas, caso se lembrem de outros exemplos que tenham realmente sido repetidos até à exaustão, não hesitem. Toca a puxar pela memória ou a dar mais atenção aos intervalos e digam de vossa justiça. Toda e qualquer contribuição é sempre bem vinda.
publicado por migalhas às 12:58

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