TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

09
Fev 06
Após uma ausência forçada de quase um mês - não digo que seja inédito neste meu espaço, mas seguramente andará lá perto - eis que volto a estas lides da escrita. O joelho, agora reduzido a meio menisco, já me permite andar exclusivamente pelos meus próprios meios, facto que aproveitei para regressar ao local de trabalho. 3 dias depois, já estava a fazer uma noitada que me custou as primeiras cinco horas do dia em que escrevo estas palavras. A essas cinco horas acrescento mais meia, quarenta minutos, coincidentes com o fim da primeira refeição da minha pequenota, que fez assim questão em receber-me, não de braços, mas de goela aberta, em plena madrugada. De volta ao período de ausência, várias foram as vezes em que pensei escrever qualquer coisa neste meu recanto da Wide World Web, mas reverti essa vontade para, o que espero venha a ser, o meu próximo romance, a que assim dei algum adianto. Não é nada fácil escrever e trabalhar da forma intensa e sem horários com que o faço. Razão por que desconfio daquilo que há tempos ouvi da boca do autor de um dos livros mais vendidos dos tempos mais recentes, o "Codex 632". Dizia ele que se comprometia a escrever, pelo menos, uma página do livro por dia. Mas como, pergunto eu? Ou ele tem uma actividade pouco exigente a nível de horários, o que lhe permite esta disponibilidade, ou não tem filhos pequenos, o que lhe acrescenta mais disponibilidade, ou então não prega olho de noite, o que então lhe dá toda a disponibilidade do mundo para a escrita. Eu não consigo. Mesmo quando disponho de algum tempo extra logo surgem mil e uma coisas que se sobrepõem e me roubam a oportunidade, quanto mais assim. Mas vamos tentando. Até porque estou "com ganas" como dizem os "nuestros hermanos" e penso que este pode ser um passo à frente em relação àquilo que fiz até agora. Isto se não contar com o último projecto que tenho já terminado há bastante tempo, o qual também já envereda por este estilo mais misterioso, mais "noir", de que gosto de sobremaneira. É um projecto que teimo em manter no segredo dos deuses e a que, por enquanto, apenas uma pessoa teve acesso. Passei-lhe os olhos recentemente, só para o recordar, e fiquei ainda mais convencido de que pode estar ali algo bastante interessante. É claro que, como pai da criança, posso estar a ser vítima desta estreita relação e devido a ela estar a ver cavaleiros em armaduras brilhantes onde apenas existem banais moinhos de vento. Talvez se alguém lhe pegasse e arriscasse uma publicação, conseguisse esclarecer esta minha dúvida. Enfim, resta-me aguardar que também é uma virtude. Agora vou, pois tenho mais anúncios necessitados das minhas ideias para saírem para o fresco da rua. Conto voltar com mais assiduidade, agora que tudo parece querer voltar à normalidade. Até lá então.
publicado por migalhas às 16:24

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