Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há novidades sobre o mais recente livro de Ian McEwan.

Saibam mais aqui: http://knopfdoubleday.com/2014/05/29/revealed-the-cover-ian-mcewan-the-children-act/



publicado por migalhas às 13:07
Terça-feira, 27 de Maio de 2014

(...)

 

que a vida é um fantoche sem jeito

que a reboque do tempo se espreguiça no seu leito

e nele se materializa

nele se realiza

nele se avista tão longe quanto o dia em que se precipita

ela que se julgava infinita

 

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publicado por migalhas às 19:22
Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

 

 

 

 

 

 

O Mundo Ardente - SIRI HUSTVEDT

Harriet Burden é uma artista plástica consumida pela fúria. 

Sistematicamente menosprezada pelo meio intelectual nova-iorquino, Harriet decide levar a cabo uma experiência extrema a que chama Máscaras. Escondida por detrás de três identidades masculinas – três artistas que assumem a autoria do seu trabalho e o expõem –, ela tenciona revelar os preconceitos que imperam no mundo das artes. Pretende também desvendar os mecanismos da perceção humana e provar que ideias sobre sexo, raça e celebridade influenciam a maneira como olhamos para uma obra de arte.  Mas a experiência vai longe de mais e o envolvimento da artista com a última das suas «máscaras» transforma-se num perigoso jogo psicológico de sedução e violência.
Anos após a morte de Harriet, um professor universitário decide reconstituir os seus passos e reunir numa coletânea  fragmentos dos diários dela, recensões críticas e testemunhos dos filhos, companheiro e amigos. Desta multiplicidade de vozes, que tantas vezes se contradizem entre si, começa a emergir a verdadeira história de Harriet Burden, uma mulher enigmática, maior do que a vida.
O Mundo Ardente é um puzzle complexo e rigoroso, irónico e lúdico, que o leitor vai montando de capítulo em capítulo, decifrando pistas e mistérios. Uma obra visceral, comovente e provocadora.

Siri Hustvedt, romancista, ensaísta e poeta, nasceu em Northfield, no Minnesota. Filha de um professor de Literatura Escandinava e de uma imigrante norueguesa, tirou o curso de História no St. Olaf College e o doutoramento em Inglês na Universidade de Columbia. Vive em Nova Iorque com o marido, o escritor Paul Auster, e a filha, a cantora e atriz Sophie Auster.

 

Tradutora: Tânia Ganho, também tradutora de autores como John Banville, Alan Hollinghurst, David Lodge, Sam Bourne, Agatha Christie, Christos Tsiolkas, Ali Smith, Nicholas Shakespeare, entre outros.



publicado por migalhas às 12:07
Segunda-feira, 05 de Maio de 2014

Eram dois. As mãos dadas somava-lhes aquela felicidade breve do instante que ali bebiam. Em silêncio. Apenas o morrer das ondas por fundo. Profundo, afinal. Rostos fechados, mas de sorrisos rasgados. Lado a lado, conformados com a sua felicidade breve, coisa de pouca monta, de tolos que sabem que pouco mais os espera que aquela momentânea imagem jamais recriada. Olhos adiante, nas dunas, na areia que não se importa e que lhes sobreviverá, sempre, para sempre. Mesmo após a partida da sua felicidade agora partilhada. A dois, num breve trecho de uma obra que ainda nem se compôs e já se sente acabada. Fugaz, como a vontade. Que na próxima maré alta já não será senão memória, que apagada será deste capítulo em construção. Lábios que se tocam, ao de leve, na brisa que se esfuma, na espuma que se esvai. Que a chuva cai e tudo lava. Que a corrente consigo tudo arrasta. Que tudo tem um preço, que tudo se paga. Olhos que se olham e tentam compreender. Que como amantes se devem entender. Mas cada sujeito é feito dos seus predicados e ninguém conhece ninguém. Nem ninguém se conhece também. E o tempo trata do resto. Dessa tarefa árdua que é fazer esquecer, que é eliminar quaisquer rastos do que um dia pareceu ser tudo e num abrir e fechar de olhos em nada se fez. Que nem preces a um deus desconhecido. Que nem nada nem ninguém. Que não existe fórmula ou segredo capaz desse milagre. Pois que tudo é tão mais complexo e abrangente. Aos nossos olhos, sós, ou de mãos dadas, com quem nos apraz. Um dia, há muito tempo atrás.

 

© Copyright Migalhas (100NEXUS_2014)


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publicado por migalhas às 21:56
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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