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Mar 13

O texto, de 1927 e intitulado "Utsukushiki!" (Magnífico!, em português), foi encontrado nos arquivos esquecidos de um jornal.

Dois especialistas na obra de Yasunari Kawabata (1899-1972) encontraram uma novela perdida daquele escritor, o primeiro japonês a ganhar o Nobel da Literatura, nos arquivos esquecidos de um jornal de Fukuoka, o Nichi Nichi Shimbun. O texto, de 1927 e intitulado Utsukushiki! (Magnífico!, em português), foi autenticado pela Fundação Kawabata, que concluiu tratar-se de um conto em quatro capítulos publicado entre Abril e Maio desse ano no suplemento literário de segunda-feira daquele jornal local. Obra de juventude (Kawabata tinha então 27 anos), a novela agora redescoberta pelo académico Takumi Ishikawa e pelo editor Hiroshi Sakaguchi narra a história de um túmulo onde jazem duas pessoas (o filho deficiente de um industrial e uma rapariga morta acidentalmente ao visitar da campa do primeiro) - ecoando assim, como notou Ishikawa, um conto posterior do autor, Utsukushiki Haka (Um belo túmulo), de 1954. Kawabata, que viria a suicidar-se em 1972 num pequeno apartamento, sem deixar qualquer nota ou testamento, cresceu obcecado pela solidão e pela morte: quando escreveu Utsukushiki!, já tinha perdido os pais, a irmã mais velha, a avó e o avô, a única pessoa que dele se ocupara durante a sua juventude. Na altura em que Utsukushiki! saiu no Nichi Nichi Shimbun, tinha acabado de publicar a sua primeira novela, Kanjo soshoku, e preparava a edição da segunda, A Dançarina de Izu, mas continuava a tentar interessar os jornais locais nos seus inéditos. "Nessa época muitos escritores conhecidos procuravam fazer-se publicar na imprensa local, porque os diários nacionais de grande tiragem tinham sido arrasados pelo sismo de 1923 em Tóquio", explicou o investigador da Universidade de Rikkyo à AFP. A redescoberta desta novela até aqui desconhecida traz novos dados ao estudo da formação literária do escritor que a Academia Sueca premiou com o Nobel em 1968 por exprimir "com grande sensibilidade a essência do espírito japonês".

 

Fonte: Ípsilon

publicado por migalhas às 12:36
















Com uma memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância.


«Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias.

Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos “desaparecem”, mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Contudo, a sua família resiste, tentando viver uma vida com um sentido de normalidade. Um livro inteligente, muito relevante e profundamente humano.» BBC

Em 2007 Persépolis foi adaptado ao cinema e das muitas nomeações para prémios que teve destaca-se a do Óscar para melhor filme de animação.


Autora:
Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos 14 anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão para estudar belas-artes.
Estabelecida em França como autora e ilustradora, Marjane conquistou a fama mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário, nomeadamente o prémio para autor-revelação e o prémio para melhor guião de Angoulême, e o prémio Eisner para melhor novela gráfica e melhor obra estrangeira. Este livro foi transformado num filme de animação em 2007, que estreou no Festival de Cannes e foi premiado com um Óscar.
As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo The New Yorker e The New York Times.

 

Fonte: Bertrand

publicado por migalhas às 12:03
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