TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

13
Jul 11

Ontem fugi da minha vida

Com medo de poder gostar da morte. (...)

E fui. (...)

 

Era

uma seara imensa de punhais,

ferindo a couraça antiga e baça, de ancestrais.

Era

uma floresta brava, ardendo, crepitando, (...)

Era o sem-onde-nem-quando...

Mas era

que bem se via! (...)

 

A existência era uma ausência

prometida

e tudo o mais era o nada.

 

Políbio Gomes dos Santos

publicado por migalhas às 13:12

12
Jul 11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por aqui
Sem certezas, garantia de coisa alguma
Terreno lamacento
Um pântano de cidades, altos edifícios, o maior de todos
sou eu
Ou quero ser

 

(...)

 

Excerto do poema por aqui, por ali um dos muitos que integram a minha primeira incursão no mundo da poesia. Intitulado Frágeis passos, negros hábitos - poemário 1, encontra-se disponível na versão papel e pdf em http://www.bubok.pt/libros/3564/frageis-passos-negros-habitos--poemario-1

publicado por migalhas às 22:10

07
Jul 11

dia 7 do mês 7, 7 anos depois.

84 meses voaram, qualquer coisa como 336 semanas desfilaram, cerca de 2352 dias passaram, 56448 horas avançaram, 3386880 segundos adicionaram-se àquele 7 do 7 do então 2004. assim, numericamente falando, pesa ainda mais, soa ainda a coisa mais grandiosa. para mim seria-o sempre, com ou sem a ajuda dos números, pois é de letras que aqui falo, são elas que neste espaço desfilam em quantas combinações imagináveis, desde esse já distante 7 do 7 de 2004. tudo aí começou e, dependendo de mim, tão depressa não lhe antevejo um fim. é o meu canto, nele me revelo um pouco mais a fundo, mas é a quem por cá passa, ocasionalmente ou com o afinco de quem gosta do que aqui encontra traduzido em palavras, que agradeço este tempo passado em conjunto, um tempo de partilha que me motiva a acrescentar mais segundos aos que já hoje aqui se somam, mais horas, mais dias, mais semanas, meses, anos...

publicado por migalhas às 12:09

06
Jul 11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

assim que li a notícia de que os cronistas que até aqui escreviam para o jornal i iam deixar de receber pelo trabalho que, com dedicação e empenho, têm vindo a fazer para manter a qualidade regular deste ainda jovem jornal, desde logo previ o pior para este que é actualmente o meu diário de eleição. depois do recente abandono do até então seu director, já hoje houve um cronista que disse adeus ao projecto e a ele seguramente muitos outros, senão todos, se juntarão em breve, pelo que nada restará ao jornal com o melhor design do mundo senão fechar as portas e dizer adeus a quem deu graças por ter aparecido assim, jovial, diferente, neste formato, nesta altura. com atitudes destas, prova o senhor Jaime Antunes, seu novo proprietário, que nada entende de imprensa escrita e por isso acha que é desprezando quem representa o suporte de um jornal que conseguirá angariar mais leitores. engana-se. eu serei dos primeiros a deixar de o comprar. com muita pena, é certo, mas alimentar gente que não o merece, isso é que não.

publicado por migalhas às 21:10

05
Jul 11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

disponível aqui: http://www.bubok.pt/libros/492/inexistir

publicado por migalhas às 13:06

Felicidade é a plena expansão dos instintos - e isso confunde-se com mocidade. Para a maioria dos homens, é o único período da vida em que realmente vivemos; depois dos quarenta anos tudo são reminiscências, cinzas do que já foi chama. A tragédia da vida está em que só nos vem a sabedoria quando a mocidade se afasta.
A saúde está na acção e portanto a saúde enfeita a mocidade. Ocupar-se sem parar é o segredo da graça e metade do segredo do contentamento. Não peças aos deuses riquezas - e sim coisas para fazer. Na Utopia, disse Thoreau, cada criatura construirá a sua própria casa - e o canto brotará espontâneo do coração do homem, como brota do pássaro que constrói o ninho. Mas se não podemos construir a nossa casa, podemos, pelo menos, andar, pular, saltar, correr - velho é quem apenas assiste a isso. Brinquemos é tão bom como Rezemos - e de resultados mais seguros. Por isso a mocidade tem muita razão em preferir os campos desportivos às salas de aula - e em colocar o futebol acima da filosofia.

Will Durant, in "Filosofia da Vida"

publicado por migalhas às 12:50

04
Jul 11

O que torna infeliz a primeira metade da vida, que apresenta tantas vantagens em relação à segunda, é a busca da felicidade, com base no firme pressuposto de que esta deva ser encontrável na vida: o resultado são esperanças e insatisfações continuamente frustradas. Visualizamos imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada, entre figuras escolhidas por capricho, e procuramos em vão o seu arquétipo.
Na segunda metade da vida, a preocupação com a infelicidade toma o lugar da aspiração sempre insatisfeita à felicidade; no entanto, encontrar um remédio para tal problema é objectivamente possível. De facto, a essa altura já estamos finalmente curados do pressuposto há pouco mencionado e buscamos apenas tranquilidade e a maior ausência de dor possível, o que pode ocasionar um estado consideravelmente mais satisfatório do que o primeiro, visto que ele deseja algo atingível, e que prevalece sobre as privações que caracterizam a segunda metade da vida.


Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Ser Feliz"

publicado por migalhas às 16:21

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