TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

08
Out 09

Lá fora a noite já caiu

Noite escura, véu cerrado a pesar sobre quem dela faz seu lar

O casal de namorados nem sente o vento de norte que se intromete entre o que dizem, entre o que falam

Há um nevoeiro que se abate sobre todos

Sobre a noite escura, sobre o casal de namorados, sobre o vento do norte

Um manto que os engole a todos e os regurgita mais tarde em memórias vãs

Ela gesticula, ele ouve

Da noite ressoam apenas os seus sonhos, os seus receios num futuro incerto, também para eles

E nem dão por que são tragados desta vida pelo espesso álbum de recortes que um dia  mais adiante os há-de lembrar a alguém

Num dia de sol intenso, num intenso cenário azul, à vista de quem os queira ver

Num dia daqueles que avivam as mais doces memórias

Feitas tempo passado, que não movem moinhos nem levam água a nenhum lado

publicado por migalhas às 16:58

06
Out 09

O que serei?

E o que fica?

Sempre pouco

irremediavelmente escasso para tanto que se julgou feito

há oito dias atrás ou há qualquer outra porção de tempo, tanto faz

o que ficou foi da nossa carne

feliz assim, por ser da nossa

seguem-se dias nenhuns

um perfeito suicídio de tempo à beira de ser

na hora estranha que se anuncia

medonha como a morte fria

daquela que não quero nem saber

publicado por migalhas às 22:10

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