TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

03
Abr 09

Que ilação tirar desta improvável possibilidade
De atentar em dias consecutivos a sequências fascinantes, de tão especiais
E nesse preciso momento estar presente
olhá-las nos seus algarismos redondos e assistir ao seu nascimento
instantes depois, ao desaparecimento
a mais um algarismo que se lhe acrescenta na ordem que se segue, esbatendo o encanto desses números redondos, de tão especiais fascinantes
numa breve vida de minuto em que se perfazem
em que aprendem a respirar, crescem e em contra-relógio olham de frente a morte que os espera, cessado esse fugaz instante
agora vê-se, agora não
na brevidade do tempo que são
como tudo é, sejam números belos, o que seja que ouse ser
num desafio que não escolhe, sujeita-se
ao rigor de um período que lhe é estipulado
lhe garante o seu estado
e que findo, caducado, passa ao seguinte
que a existência é isto mesmo
o espaço que ocupamos por um tempo indeterminado
a sombra que formamos por um tempo indeterminado
o tempo indeterminado que respiramos até pela morte sermos atropelados

publicado por migalhas às 00:07

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