TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

04
Mar 09

Enquanto cá por baixo nos preocupamos com as trivialidades comuns ao ser hediondo em que nos tornámos

(onde se incluem a chacina de diversas espécies rumo à sua extinção, o genocídio dos nossos semelhantes, a prepotência, uso e abuso da força e do poder para subjugar o nosso igual, a destruição massiva da fauna e flora que nos sustenta, ...)

enquanto distraídos com essas banalidades, nem nos ocorreu olhar os céus, o espaço sideral, e imaginar que estivemos a escassos 60 mil quilómetros

(sete vezes mais perto do que a Lua está de nós)

da nossa própria desgraça, ou só da desgraça de alguns.

Que estivemos tão perto de servir de alvo a um asteróide de tamanho semelhante àquele outro que em 1908 arrasou cerca de 2.000 quilómetros quadrados de bosque na Sibéria. E a acontecer, teria sido total a surpresa. Pois que nem os entendidos, os astrónomos, esperavam que passasse tão perto do nosso planeta, tendo sido "por pouco" que o mesmo não nos atingiu em cheio no decurso da sua trajectória.

A sua, ainda assim, modesta dimensão, permitir-lhe-ia arrasar apenas uma cidade das grandes. Varrê-la do mapa num assomo breve de que apenas o rasto atrás de si deixado seria testemunho do seu querer, poder. Não fossem os inocentes, os muitos que certamente pereceriam vítimas desta tragédia, e talvez tivesse valido a pena o embate. Mais que não fosse para despertar consciências ou simplesmente lembrar-lhes, relembrar-lhes, a impotência do homem face aos elementos da natureza que ainda nos cercam ou apertam o cerco num aviso a que deixámos de dar atenção.


Pois que a nossa insignificância e pequenez

(aqui a pequenez apenas física)

deveria ser constantemente recordada, para que a ela nos entregássemos mais amiúde, humildes e respeitosos, conscientes de que só unidos poderemos almejar a salvar as nossas almas.

publicado por migalhas às 15:12

Que a vida são dois dias
ou dias nenhuns
pois quanto dos dias é vida ou apenas tempo que aqui permanecemos?
Especados, parados, à espera que aconteça
a aguardar que do cimo de uma qualquer árvore caia a maça que nos impulsione a fazer deste tempo de espera vida movida
vida a valer a pena ser vivida

publicado por migalhas às 11:02

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