TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

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Out 08

Em cada canto em que me encontro, encontro gente. Pedaços de vida que agem por si, pelas mãos e pernas e pela cabeça de cada pessoa que encontro em cada canto deste imenso mundo sem cantos, tão mais enorme quão mais minúsculo se apresenta por existir vida e gente em cada um dos seus cantos, mesmo os mais recônditos. E de pensar que tantos quilómetros, milhares, área a perder de vista, pois daqui nem lhe avisto uma ínfima parte, e ainda assim no mais improvável dos locais uma vida, um bater de coração, uma actividade que se mostra e age por sua conta e conta a sua história, enorme, a querer-se impor ao que é grande, pois aqui existe, aqui se impõe. É o respirar de um improvável existir, aqui, ali, por todo o lado que o é, um bater de asas que se ergue no ar e de lá avista movimento. Não um movimento qualquer, mas humano, de gente feito, um continuado alento sempre em estreia aos olhos do mundo, a dizer a quantos o queiram ouvir que em todo o lado, para onde quer que nos viremos, existe vida que mexe, se sente e faz sentir que faz andar a máquina que faz mover o mundo e o torna especial, pois respira e murmura em cada esquina, mesmo sabendo-se redondo e por isso sem esquinas, mas repleto da mais essencial das essências; a vida, que lhe é lenha, combustível, sangue a correr-lhe veias adentro num movimento perpétuo e continuado, impossível de se ver parado. E ainda bem, sorte a sua, do seu fado, que assim seja.   
 

publicado por migalhas às 20:57

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