TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

03
Dez 07

Lentamente deixam-se guiar, numa sonolência boa que lhes toma a vontade.

Perscrutam nas redondezas o motivo que os embalará rumo a um desconhecido recorrente.

Será para longe, horizonte distante, isso sabem-no bem.

Preparam a ausência que se anuncia, por demais evidente.

Meio conscientes, por todo entregues, registam o que captam, surpresos, deleitados.

É belo, de tão belo que chega a parecer pouco ser, apenas e só, belo.

Estende-se a perder de vista num manto alvo a que toda a luz converge, logo reflectida com redobrada intensidade.

Veste os campos com uma roupagem densa e sem padrões, num plano único e monocromático de cândido e pacificador povoado.

Ao olhá-la, mais e mais insistentemente, ausento-me do meu corpo físico e apenas mente e alma vagueiam pela sua consistência fofa, num estado quase meditativo a rondar o transe profundo a que, por fim, me entrego, por fim liberto.

publicado por migalhas às 12:30

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