TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

05
Jul 07
Se as palavras falassem. Se ao menos dissessem aquilo que prometem. Que afirmam caladas, mudas na sua altivez. Discursos dispersos, sentidos diversos, traições desmesuradas que não se medem, antes se impõem ao ritmo de todos os dias. Muito está por dizer, eu diria  que tudo. Pois que nada do que ouço se mostra assertivo, capaz de desenhar esperança num céu que se mostra claro apenas para quem nunca o viu realmente. Como um cenário que muda conforme a mentira, a falsidade exposta como se da verdade se tratasse. Um engodo generalizado que deixa a todos mal por igual. Pois que se enganam mutuamente, num jogo do gato e do rato de que ninguém sai vencedor. Daí apenas dor. E sofrimento e lástima e o que seja que não possui cor. As manhãs sucedem-se, da mesma forma o engano chega a todo o lado. Os dias deitam-se para se voltarem a erguer iguais. Sem vozes que gritem a mudança e com ela a esperança. De tudo fazer renascer, mas desta vez bem feito. Sem o medo, o temor, a ansiedade do que as palavras nos têm para dizer. Pois que não se afirmam, nada dizem, subjugadas ao poder da persuasão falsa, que afinal lhes tolhe a intenção que de boa perdeu a razão. Ser assim de nada vale. Pois que se vive disfarçado, a cobro de uma qualquer máscara de carnaval. Tudo vai mal quando são as palavras, as próprias palavras, que se recusam a afirmar o rigor do seu significado. Palavras vãs, então. Perdidas de sentido, assim se quedem pois de nada valem. O silêncio tomou conta de tudo e tudo se fez taciturno. Até ao dia em que volte a haver palavra. Palavras que digam o que afirmam. Que falem a verdade pela verdade e assim nunca se cansem.
publicado por migalhas às 23:32
música: The Bravery

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