TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

17
Set 04
Quantos anos têm as pedras que piso?
E o pó que se levanta à minha passagem?
Tudo ou quase tudo, a grande maioria das coisas, já existia antes de eu cá chegar. Alguém as pensou, alguém as idealizou e deu-lhes forma. Hoje são banais e por elas passamos sem muitas vezes lhes darmos o devido valor. Mais que não seja pela necessidade que esteve na base da sua criação. Se hoje temos tudo, ou quase tudo, a grande maioria das coisas, é porque alguém antes se lembrou delas. E se não as valorizamos a culpa é nossa, que nem lhes sentimos a necessidade. Que depressa surgiria na hora em que nos víssemos privados delas. “A necessidade é a mãe da criação”. A razão de todas as coisas, dizem. Mas preciso eu das pedras que piso? Do pó que se levanta à minha passagem? Esses elementos ninguém os criou, já existiam antes de existirem quem o resto criou. Assim como o mar, o céu, as montanhas, os vales, o fogo, o ar que respiramos. Ninguém os pensou ou idealizou, mas sem eles não viveríamos para noutras coisas pensar. E lembramo-nos deles? Damos-lhe valor, aquele que todos sabemos possuirem? Creio que sim, pois a esses estamos e estaremos sempre ligados. Uns mais do que os outros, mas todos reconhecem a sua fulcral importância nas nossas vidas. Por isso já cá estavam quando aqui cheguei. Quando todos nós aqui chegámos. E continuarão, muito para lá das nossas partidas. Porque são eles, e só eles, que permitem tudo o resto.
publicado por migalhas às 00:59

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