TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

16
Set 11

"Era Outubro, para lá de meio, e o sol queimava como nem em Agosto último. O planeta a dar provas de que passava, também ele, por mudanças? Que na vida de Marta, mais do que reais, eram também elas, as mudanças, a razão da sua renúncia a tudo o que fora até então, a tudo o que fizera até então, para rumar a uma nova vida, a uma nova etapa da sua existência. Metera-se no seu velho carro, um Opel Comodore a necessitar de urgentes atenções, e fizera-se à estrada, sem rumo ou plano definido, apenas com o objectivo de tudo esquecer, esperançada de que esse mesmo tudo a esquecesse a ela também. As janelas abertas deixavam entrar um vento quente, sufocante, como nem em Agosto último. O cabelo toldava-lhe a visão a espaços, mas nem mesmo isso refreava nela o ímpeto com que parecia querer acelerar a fuga ao passado, tal a pressão que o seu pé direito incutia ao pedal do velho Comodore. As roupas que trazia no corpo, escassas, tal o calor, as suas poupanças de alguns meses, igualmente escassas, uma sacola com uns pertences típicos de mulher e pouco mais, era quanto tinha reunido na pressa de se fazer ao asfalto, o mesmo que lhe fazia companhia naquela sua partida, aos olhos de muitos, precipitada. Não sabia ao que ia, mas ia, determinada e sem qualquer vontade de olhar para trás. (...)"

 

para a leitura integral deste meu conto "Era Outubro", visitem a edição nº 3 da REVISTA-ME na morada http://issuu.com/Edita-Me/docs/revista-me_n03_-_issuu/1 e procurem pela página 125 da mesma. encontram lá o meio e o fim, do que aqui teve início. espero que gostem.

publicado por migalhas às 12:43

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