TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

14
Set 11

esquecido o açúcar num bolo, quem o come, senão um tolo?

não leva o pão fermento a contento e torna-se coisa que nem se vê.

falha o sal na sopa e quem lhe deita a colher?

não temperada a salada, passa à frente, é ignorada.

 

que tudo vive dos ingredientes certos ou daqueles a que nos acostumamos.

por isso eles são essenciais, mesmo que apenas notados quando ausentes.

que a vida é isso mesmo, é o ritmo, é o hábito, é a sequência de quanto nos preenche e satisfaz, mas de que facilmente nos esquecemos, pois que sempre lá.

 

não que a soma dos anos pese pelos números que já comporta, não.

conta antes o peso do que me são na carne, na formação, na experiência, na vivência, por via de passados a teu lado.

que eu não esqueço a falta, mesmo que por vezes pareça.

 

amanhã é um novo dia e com ele mais uma viagem.

no seu dorso, tu e eu, a par, tecendo as malhas desta nossa vida,

a única que concebo assim, completa, preenchida.

 

inédito de migalhas (100NEXUS_2011)

publicado por migalhas às 11:20

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