Sexta-feira, 05 de Novembro de 2010

há um fantasma de mim

sei-o, criei-o

um penar que deambula

perdido, sem sentido

indolente, sem mente

segue-me a sua sombra fiel

trago amargo, sabor a fel

no dobrar de cada esquina

em cada dia que se anuncia

ele e eu a par

dueto já sem corda que apenas se deixa arrastar

de onde vens, para onde vou?

Sou eu teu dono

ou não sou nada, nem teu senhor sou?

 

nem pó levanta

no modo esquivo como se afigura

és monstro, remorso ou travessura?

Ou apenas imaginário de mim que nem imagino?

Tal a incerteza com que sei que te criei

no fecho de contas de dias a fio

uns sem tino, outros no arame

é ele, é assim

este fantasma de mim



publicado por migalhas às 12:24
ADOREI!
Prema Yoga a 22 de Dezembro de 2010 às 23:54

TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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