TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

16
Dez 09

Nas portas de que me abeiro

de quantas se perfilam hirtas

para lá delas segredos escutar

não há mapa que me ache o Norte

nem fechadura que a curiosidade me sacie

num golpe de asa que seja golpe de sorte

 

o que sigo são passos

infindáveis, frágeis passos

num caminho que nunca se formou

olho a Sul onde nada se revê

casta horda de mulheres sem rosto

difusas almas que vagueiam sem prumo

do sol nascente, elo a elo à corrente poente

nas veias de um sonhador descrente

cego aos olhos de uma criança

entre um mar de tanta gente

 

perdidos os passos

infindáveis, frágeis passos

cerram-se as portadas

barreiras ao vento

em fiadas de mentiras nunca contadas

da cerrada boca do sonhador descrente

neste fôlego de tanta gente

 

aqui nada há que me agrade

seja fome, seja vento ou neve

que tudo é demasiado breve

para se imaginar com esta idade

publicado por migalhas às 00:30

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Dezembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
14
15
17
18
19

20
21
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
facebook
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO