TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

16
Jun 09

não há uma intenção
apenas ao correr da pena
o deixar andar a ver no que dá
alguma coisa há-de surgir, algo acontecer
sempre assim foi, porquê dramatizar
se tudo parasse e se mantivesse assim, estático, por tempo indefinido, algo se ergueria
do nada, da inércia, a crescer sem freios num ritmo novo, num ritmo alheado de quantos espartilhos
e a primeira alvorada num mundo renovado, há tanto necessitado de se purgar
numa sensualidade que sobre si atrai olhares igualmente despidos, como vieram ao mundo, este novo
olhares postos num recomeço que porá tudo a zeros e daí nova génese

a querer-se parado e morto no tempo, apenas e só o progresso aberrante
essa obra desfigurada como desfigurado foi o homem que a criou
e nesse processo se suicidou, perdendo o norte e com ele a humanidade que lhe era distinção na família animal

Não pare tudo, não pare agora, e a humanidade canibalizada será pela sua gémea perdida, subjugada aos pés dessa lenda que um dia foi sustento de um mundo levado à exaustão e então moribundo, até se ver renascido de uma pausa sem intenção
apenas ao correr da pena
a deixar andar a ver no que dá

publicado por migalhas às 22:39

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