TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

02
Fev 09

Num poço de palavras me lancei
Nem olhei, sequer pensei, apenas me lancei
Nas suas turvas nuances, esperançado sem significado
Apenas na salvação
Que uma bóia, elas
A levarem-me à tona desta incerteza
Fria como as águas do degelo
E nem receio de tão fundo, pois de palavras
Nele encontraria sempre a resposta a servir-me a mão
Numa ajuda sincera como são as palavras
E por isso nem pensei e nelas me atirei, a elas me entreguei
Mesmo sabendo que também as há
Doentias, acutilantes, sufocantes palavras
Que se alojam, nos sugam, se alastram e nos pesam a levar ao fundo
Quais cães raivosos, sedentos de nessa fúria se saciarem
Que não é culpa sua, antes da sua natureza
A mesma que habita aquelas águas de palavras encharcadas
Em vida, em morte, em dolorosas chicotadas
Naquele poço profundo onde a salvação procurei
E tudo o que achei foi mágoa onde me afoguei
Naquele poço onde sufocado morri

publicado por migalhas às 12:21

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