TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

11
Dez 08

Não fiz a barba.
O espelho também não se queixou, apenas me deitou aquele olhar duvidoso.
Virei-lhe as costas e segui, barba por fazer.
Na rua senti-me livre, antes livre da obrigação.
Caminho palmilhado e este com a barba que é minha e por isso não a fiz.
Não me quero longe dela, afastado apenas por que alguém o quer, que não eu.
Quem lhe perguntou a ela se quer ser cortada?
E com esse corte cortar comigo a relação que nos prende um ao outro, por raízes, tantas, que nos fazem unos.
Eu e a minha barba.
Tantas horas partilhadas, já dias, e agora perdê-la, assim, sem mais, esta minha companheira de quantas lutas.
Não a faço, ou melhor, já a fiz, em mim se perfez, antes não a desfaço, nem que me matem.
É minha, é a minha barba, como o cabelo que também é meu, e por isso com eles faço o que bem entender.
São-me parte deste todo que sou eu e em mim fazem mais sentido.
Um sentido vivo, pois que em mim vivem.
Um dia, todos.

publicado por migalhas às 16:23

Viva,

Bonita maneira de descrever um sentimento partilhado por muitos homens.
Hoje aconteceu-me o mesmo... acordei, olhei-me ao espelho e também não quis desfazer-me da barba.
Segui para a rua com ela e senti-me eu mesmo... dono das minhas decisões.

Abraço
MH-Words a 11 de Dezembro de 2008 às 18:50

nunca entendi muito bem essa mania dos homens em embirrarem em fazer a barba...é muito raro aquele que fica melhor com ela desfeita que feita!...
Agora obviamente estarão sempre no vosso direito de não a fazerem...
mas tentem lembrar-se disso quando derem «de caras» com uma depilação por fazer...
mas isto atenção, acho muito bem que cada um faça o que queira e lhe apetece...

mesmo (m)eu a 25 de Janeiro de 2009 às 22:24

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