TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

16
Jun 08

Era como se fosse sábado sem saber que o era.

A surpresa por detrás das horas que se adivinhavam ao virar daquela esquina inundada de incertezas.

Como o som que antecede o acidente, num destino desgovernado de rumo já sem retorno.

O estômago preso num nó que se socorre de um fôlego que me foge e com ele todo o ar.

Acordar envolto num mar de suor, afogado numa humidade que me tolda os movimento e saber que tenho de a viver.

E depois seguir com os dias, um após outro, num passo trôpego, arrastado.

E depois saber que era o sonho que me mantinha vivo e não o acordar para a crua realidade.

Saber tudo isto e ainda assim vestir-lhe a pele.

Quando tudo o que queria era ser esse sonho, para sempre sonhado e lembrado naquelas paragens tão inalcansáveis que nem em sonhos.

Lá longe, de tudo, do que é a realidade desperta.

publicado por migalhas às 14:29

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