Já nem esperança
Tanta futilidade, tanta desnecessária preocupação.
Ou será apenas fachada?
Mais parece.
Olho nos olhos de quem me encara e imagino: Quem lhe sou eu? Que vê? O que reflicto, de mim transpira?
Sou assim ou igualmente falso?
Não sei, mas não me contento.
O mundo subverteu os seus valores e agora é apenas aparente ilusão.
É imagem deturpada e eu não a entendo.
Saber que para lhe sobreviver assim também terei de ser.
Não sei se consigo ou se já não sei regressar, ao meu original ser retroceder.
Este Natal consome-me e à força morre-me.
Não te imaginava assim, apenas te julgava amor de verdade.
Um dia dediquei-te o coração, hoje nem sei, choro-te, imploro-te: Volta! Regressa à pressa para os dias da minha infância e resgata-me os sonhos.
Mata o vil metal e cala a ganância!
Vive-me, vive, preenche-me de esperança.