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TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

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Já nem esperança

por migalhas, em 21.12.07

Tanta futilidade, tanta desnecessária preocupação.

Ou será apenas fachada?

Mais parece.

Olho nos olhos de quem me encara e imagino: Quem lhe sou eu? Que vê? O que reflicto, de mim transpira?

Sou assim ou igualmente falso?

Não sei, mas não me contento.

O mundo subverteu os seus valores e agora é apenas aparente ilusão.

É imagem deturpada e eu não a entendo.

Saber que para lhe sobreviver assim também terei de ser.

Não sei se consigo ou se já não sei regressar, ao meu original ser retroceder.

Este Natal consome-me e à força morre-me.

Não te imaginava assim, apenas te julgava amor de verdade.

Um dia dediquei-te o coração, hoje nem sei, choro-te, imploro-te: Volta! Regressa à pressa para os dias da minha infância e resgata-me os sonhos.

Mata o vil metal e cala a ganância!

Vive-me, vive, preenche-me de esperança.

 

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