TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

11
Dez 07

É do amanhã que se fala

Em conversas de que nada se sabe

É futuro, é apenas previsão

É bola de cristal em calma convulsão

Brecha no tempo contínuo

Serena madrugada que me amolece o coração

 

Daqui de onde estou tenho vista

A vista de quem nada vislumbra

Apenas uma leve suposição

Palavra vã em clara antevisão

 

Tudo rodopia irado

Nesta espiral conturbada

Nada é o que parece

Apenas fachada

Estendo a mão e sinto-me sugado

Ser moribundo para o futuro arrastado

 

Não sei o que me aguarda

Do lado de lá da fronteira

Nem tão pouco o que me sustém

Me garante o ar

Nesta estrada estafada

Nesta maré que vai e vem compassada

 

É à flor da pele que as sinto

Saudosas memórias de um tempo que ainda está para ser

Cruel frieza esta do destino

Acenar-me apenas com a ponta deste iceberg viperino

 

Deixo-me ir

Arrastado pela multidão

Vou e não conto regressar

Eu e cada um

À deriva num revolto mar de suposição

publicado por migalhas às 16:31

Dezembro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
14
15

16
22

23
24
25
26
28
29

30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

facebook
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO