TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.

07
Dez 07

Arrisco a vida

Pois a morte sei-a garantida

Nada vislumbro, não vejo saída

O tempo parou e o sinal mudou

Vermelho, agora em mim encarnado

 

Quebra-se o elo continuado

Finda-se por aqui todo o labor

De me ver nascer, acontecer

Fui um dia, o quê nem eu sei

Vejo-me angustiado, pois não mais criarei

 

Contei horas

De um tempo que breve passou

Subtil, em daninho

Pé ante pé

Pezinhos de lã

Não dei por ele

 

Agora surdo, agora mudo

Pêndulo congelado

A minha imagem a seu lado

Um imenso nada esfumado

Um viver retratado, imóvel

Eu ali sentado

Agora e para sempre parado

 

Os minutos, em mim imbuídos

Agora em decrescente contagem

Desvanecem-se, despedem-se da sua imagem

Eles que somaram anos

De luta feroz contra os desenganos

Soçobram, em registo latente

Rendidos a que nada é para sempre

 

As ruas acolhem-me de sorriso rasgado

Estendem-me a mão e presenteiam-me com quem são

Avenidas largas de asfalto violado

Alamedas amplas de um verde estagnado

Cimento aqui, ali, por todo o lado

E eu, ali sentado

Agora e para sempre parado

 

Foi-se, tudo

A hora da meia-noite, a meia hora para o meio-dia

E eu, ali sentado

A ouvir dizer, pela telefonia

Que chegara a minha hora

Que agora morria

 

publicado por migalhas às 10:33

Olá peguei um atalho pelo Blog Latitude.

Lindo teu blog...mas muito triste teu poema,espero que seja só um poema.

Bjos
rdser a 10 de Dezembro de 2007 às 19:50

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