Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

Lanzarote de Michel Houellebecq.jpg

 

«Podemos muito bem viver sem esperar nada da vida; até é o que acontece mais frequentemente. De uma maneira geral, as pessoas ficam em casa, contentes por o seu telefone nunca tocar; e, quando o telefone toca, deixam o atendedor automático ligado. Não haver notícias é uma boa notícia. De uma maneira geral, é assim que as pessoas são. E eu também.»

Antevendo um final de ano a tender para o miserável, o nosso narrador - um alter-ego desencantado de Michel Houellebecq - decide começar o novo ano com umas férias na ilha de Lanzarote, um lugar árido e inóspito, que o receberá, e à sua ironia e acidez, de braços abertos.
Na companhia de um inspector de polícia luxemburguês taciturno e deprimido e com a ajuda de duas joviais alemãs adeptas do nudismo e das carícias sem pudor na praia, o nosso cínico em fuga dá largas ao seu hedonismo e analisa o espécime turista em acção numa paisagem tão agreste quanto as suas observações clínicas.



publicado por migalhas às 18:30
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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