Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

A poderosa palavra esgota-se no tempo

Palavras, todas as palavras, leva-as o vento

Nada persiste, nada nos sobrevive

O rumo dos tempos é o único que nos assiste

Falsa gente aquela que insiste

Que é na palavra que a ordem persiste

Meros códigos gastos, dialectos em convulsão

Quando se quedam, findam-se por uma razão

E esse dia chegando, cansado até à exaustão

Reze-se aos deuses, apele-se por compaixão

Pois esse será o dia da genuína aflição



publicado por migalhas às 14:30
Sexta-feira, 03 de Agosto de 2007
Não és o único
Não és só tu
É tudo à tua volta
O que se vê e o que se sente apenas
Mas está lá tudo
Cheira-se
Imagina-se
Para ser real falta apenas o palpável
Cai a cortina e nesse instante faz-se luz
Ei-la
A revelação
Ganha vida aquilo de que apenas se ouviam murmúrios
O que vai abismar os dormentes
Os que nunca se preocuparam, pois apenas o julgavam hipótese remota
São agora tementes
À sua veracidade e consequente projecção
Pois a realidade sofreu a mutação
Ou apenas se definiu
Expôs, por fim, o que até então era apenas aparência subliminar
E agora?
Agora é refazer
Readaptação ao novo meio
Redescobrir novos objectivos
Está lá, sempre esteve
Só que agora é matéria, ser feito real
É assim e assim terá de ser
Adeus vida de ilusão


publicado por migalhas às 16:02
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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