Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006

Fiéis seguidores deste meu espaço! A partir de amanhã e até ao próximo dia 4 de Setembro, não irão ter nada de novo para ler aqui. O que não quer dizer que deixem de passar por cá em definitivo, pois o que não falta são posts para ler, reler, enfim, que vos ajudem a passar os tempos mortos. São é posts mais antigos. Mas deixo ao vosso critério. Na certeza de que estarei em parte certa (sul deste solarengo país) a desfrutar das primeiras férias a 3, razão por que não prometo que sejam integralmente dedicadas ao descanso. Mas outros condimentos terão, certamente. Depois darei conta desta que prevejo ser uma grande aventura pelo reino dos Algarves. Faça bom tempo e haja saudinha, tudo estará bem. Quanto a todos vocês, fiéis seguidores dos meus discursos, fiquem bem. Adeus a todos e até ao meu regresso!



publicado por migalhas às 13:23
Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006

Comemora-se hoje um quarto de século sobre o aparecimento do IBM PC™ (Personal Computer), a versão original e progenitora da plataforma de hardware dos "IBM PC compatíveis". Apresentado a 11 de Agosto de 1981 e denominado de IBM 5150, possuía um preço base de US$ 1.565 (qualquer coisa como € 1.225) e vinha equipado com uma versão do Microsoft BASIC (o IBM Cassete BASIC) em ROM, a placa de vídeo CGA podia usar uma televisão comum como monitor e o dispositivo padrão de armazenamento era um gravador de cassetes, uma vez que o suporte de disquetes era um extra opcional. Não tinha disco rígido disponível e havia apenas cinco "slots" de expansão. A memória RAM máxima, que utilizava apenas partes fornecidas pela IBM, era de 256 Kb (64 Kb na placa-mãe e três placas de expansão de 64 Kb) e o processador era um Intel 8088, a 4,77 MHz. Começou por ser vendido pela IBM nas versões de 16 Kb e 64 Kb de RAM pré-instalada e, só para se ter uma ideia das suas capacidades, fazia pouco mais do que aquilo que uma calculadora comum faz nos dias de hoje. Razão que talvez tenha estado na origem do grande fracasso que representou no mercado doméstico, o que já não aconteceu ao nível comercial, onde se disseminou rapidamente. 25 Anos depois o cenário é de tal forma diferente, que custa imaginar que um dia já existiu uma máquina com características tão ridículas e absurdas. Como curiosidade, fica ainda que a expressão "Personal Computer" ("Computador Pessoal") era já de uso comum antes de 1981 (remonta a 1972, então para caracterizar o Alto da Xerox PARC) e o termo “Compatível” veio revolucionar a indústria informática, pois não só permitiu que desde então todos os computadores, de qualquer marca, pudessem trabalhar em rede entre si, como obrigou ainda a que todos os construtores tivessem de responder especificamente a esta norma, daí para diante.



publicado por migalhas às 13:10
Quinta-feira, 10 de Agosto de 2006

Expliquem-me a ver se eu entendo.

Dados agora revelados pela Direcção Central de Combate ao Banditismo da Polícia Judiciária, garantem que a criminalidade violenta e organizada em Portugal (onde se incluem os assaltos a dependências bancárias, casas de câmbio, carrinhas de valores, postos de correios e prospectores bancários) aumentou 10,5% no primeiro semestre deste ano, comparativamente a igual período do ano passado. Particularmente em Lisboa e Setúbal, o crescimento foi de 45%. Provado está também que a maioria destes crimes terá sido cometida por estrangeiros, que se encontravam em situação irregular no país, sendo que uma boa parte deles é proveniente da América do Sul. Face a estes dados preocupantes, que medidas é que o nosso primeiro-ministro anuncia? Anuncia, ou melhor, anunciou ontem, quarta-feira, em Brasília, que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) irá conceder autorizações de residência temporárias por 90 dias a 6.500 brasileiros com pedidos de regularização pendentes e que não têm contrato de trabalho. 6.500 Esses que até agora ainda não conseguiram regularizar-se, porque não tinham contratos de trabalho. Assim, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras poderá atribuir autorizações de residência temporárias por um período de três meses, durante o qual os imigrantes terão que arranjar um vínculo laboral. Após conseguirem concretizar o contrato de trabalho, será concedida uma autorização de residência por um ano, período durante o qual deverá então correr o processo de legalização. Mas, se como disse o nosso primeiro, e muito bem, esses 6.500 cidadãos brasileiros não tinham contratos de trabalho porque não estavam legais, como é que se explica que os vão conseguir durante esse período de 3 meses, se mantêm essa mesma situação ilegal? É da minha cabeça ou esta acção de “charme” do nosso primeiro vai seguramente contribuir para novo aumento da criminalidade violenta e organizada em Portugal? Só que, desta feita, com o devido incentivo do nosso brilhante governante, ao propor estas medidas, no mínimo, de uma inteligência e pertinência muito duvidosas. Se calhar sou eu que não estou bem a ver “the all picture”. Se assim for, alguém que me esclareça, por favor. Pois não quero passar por ingrato, face a estas ofertas generosas da parte do governo, que só pensa no nosso bem-estar e na nossa segurança.



publicado por migalhas às 11:11
Quarta-feira, 09 de Agosto de 2006

Hoje está calor. Muito calor. Mas já ontem esteve e, muito provavelmente, também amanhã estará. Mesmo sendo esta a maior das realidades que vivemos presentemente, a verdade é que este tópico congrega em si o monopólio das conversa e das discussões - mesmo das menos acaloradas – tidas pela generalidade das populações. Como se fosse filho único, mimado e sobre quem todas as atenções ainda soam a pouco. Como se não existisse qualquer outro assunto digno de alternativa viável ao raio do calor que se faz sentir. Aliás o tema tempo, aqui na sua vertente meteorológica, sempre serviu de grande desbloqueador de conversas, de conversa de ocasião ou de pretexto para meter conversa com esta ou com aquela pessoa mais interessante. Referir o tempo que faz e dele fazer trampolim para muito mais do que dois dedos de conversa, sempre foi um truque muito usado por quem não possui plano melhor para se adiantar no terreno, em claro fora-de-jogo posicional. Seja no Verão, seja no Inverno, falar do calor, do frio, do tempo ameno ou das folhas que cobrem o chão por culpa dos ventos do Outono, nunca pareceu mal e há mesmo quem o considere um óptimo tema de arranque e excelente fio condutor de conversa, que depois pode mesmo progredir para temas mais elaborados e complexos como as monções, as formações nebulosas ou mesmo a disposição dos astros e das estrelas no céu. Quantos e quantos romances não terão tido o seu pontapé de saída numa observação mais atenta da localização das Três-Marias no típico céu estrelado de uma noite de Verão? Quantas e quantas crianças, que hoje já se deslocam pelos seus próprios meios, não terão sido fruto de um frio intenso que subitamente varreu o continente e que foi alvo dos mais variados comentários? De opiniões coincidentes quanto ao facto de que, face ao rigor dos dias de Inverno, o calor humano pode ser uma excelente solução para lhe fazer frente. Como tema, é, de facto, dos mais prolíferos. Seja num elevador, seja num meio de transporte, seja à mesa do café, falar das condições atmosféricas que se fazem sentir, cá ou noutro continente qualquer, é sempre meio caminho andado para se ficar bem visto ou, se a coisa se desenvolver, arranjar novas amizades, quem sabe até coloridas. Antes isso que dizer mal do governo, falar dos constantes aumentos do custo de vida ou da péssima pré-época com que o Benfica teima em brindar os seus adeptos. Hoje e sempre, o tempo está do nosso lado. Deixo mesmo uma dica para os que não sabem como se iniciar no tema e, mais do que isso, pretendem deixar uma boa impressão logo num primeiro contacto. Refiram-se ao anticiclone dos açores. A sério. Resulta sempre. 



publicado por migalhas às 12:23
Terça-feira, 08 de Agosto de 2006

Dizem-se criativos, originais no que fazem e propõem, olham o umbigo horas a fio e incham sempre que alguém alude a um trabalho seu que mereceu alguma atenção. São publicitários como eu o sou. Só que, não me perguntem porquê, cada vez menos me identifico com a presunção barata que esse tipo particular de criativo exibe sem pudores, como se daquilo que fazem viesse algum bem ao mundo. Custa-me que alguns, nomeadamente aqueles que se afirmam talentosos na arte de fazer anúncios, andem para aí a vender ideias que já tiveram outros progenitores. Esse tipo de talento também eu, ou qualquer outra pessoa, pode ter. Folhear uns livros de publicidade, olhar anúncios espectaculares e depois “adaptá-los” quase a papel químico para um produto seu, não me parece digno de qualquer talento. Mais me parece uma cópia que depois não se assume ou se desculpa com argumentos que não convencem ninguém. É o caso do último anúncio da Super Bock, agora lançado no âmbito de uma campanha de Verão que já leva outros que contar. Este, em particular, simula as pernas de uma suposta mulher (a miss playbock) conseguidas à custa de duas garrafas colocadas lado a lado. Ora acontece que neste pequeno meio tudo se sabe e não é que folheando o anuário número 15 do famoso Epica Awards, o “Epica Book” de 2001, não dou de caras com esse mesmo anúncio? Bem, não era esse mesmo anúncio, por que o que ali se expunha, e que justamente foi premiado nesse concurso, era para a marca de cerveja Heineken. Curioso, até o produto era o mesmo. Tal foi a fixação pela ideia, que nem se deram ao trabalho de a disfarçar, ou usá-la para outro produto, nada. E para quê? Mesmo que alguém desse por isso, nada de mais lhes iria acontecer, pois sabem-se intocáveis. Talvez por isso, um outro clone, este para a Prevenção Rodoviária e por sinal bem mais polémico, pois mexe com crianças, mortes na estrada e um suposto acidente de avião, vem juntar-se ao anterior, no panorama publicitário actual. Mais uma moeda, mais uma viagem, desta vez a www.worldswimformalaria.com/en/downloads_videos.aspx, e ficamos olhos nos olhos com o original, anúncio feito no passado ano para a "World Swim For Malaria”, intitulado “7 Jumbo Jets”. Da agência responsável pela “fotocópia” dizem tratar-se de «pura coincidência». Claro que sim. E nós somos todos uns pategos que aqui andamos a vê-los passar triunfantes à custa do segundo fôlego de ideias a que acham piada. Fico-me pelo comentário, é preciso ter muita lata! Só pode ser do calor que se faz sentir. Um tirado de um livro de 2001 e outro ainda mais recente, do ano passado! Tenham dó. Ao menos fossem a algo mais antigo. Talvez seja por estas e por outras que cada vez tenho menos paciência para esses picadores que em vez de usarem os neurónios que era suposto terem, recorrem sem qualquer tipo de pudores aos alheios. Realmente assim não custa nada ser criativo. Pegar no que já está pensado e fazer por cima. E se existem coimas para este tipo de atitudes menos dignas noutras áreas artísticas, por que não aqui também? Não são os profissionais da nossa praça que afirmam que a publicidade é uma arte? Mesmo que para tal se prescinda do objectivo fulcral da publicidade, que afinal é o de vender o produto ou serviço que a ela recorre? Se assim é, então que assumam as consequências dos seus feitos artísticos. Pois não me parece que este acto seja menos gravoso do que o crime de cópia de uma música ou do de apropriação ilegal de uma ideia já tida para servir de base ao argumento de um livro. Seria um passo bem dado no sentido de uma publicidade realmente original, a brotar espontânea e genuína de cabeças realmente dotadas. Senão um ponto final, pelo menos seria uma vírgula nesta tendência crescente de plagiar a torto e a direito sem ponta de vergonha. Quem sabe assim se fizesse uma selecção natural das espécies, obrigando as menos dotadas a emigrarem para outras actividades mais condizentes com as suas aptidões naturais, deixando espaço livre e emprego a muitos e bons que por aí se andam a desperdiçar. A ganhar ficávamos todos. Disso não tenho dúvida.



publicado por migalhas às 10:26
Sexta-feira, 04 de Agosto de 2006

Tudo o que o homem cria ou inventa, e que mais tarde materializa em forma de objecto, tem por finalidade ocupar espaço. Espaço físico que vai mingando na razão inversa à produção em série a que posteriormente são sujeitos todos esses objectos, fruto da mente engenhosa do homem. Um saber que ocupa lugar, por assim dizer. O espaço de que dispomos neste planeta é o mesmo desde a sua origem (mais metro, menos metro) e nada sugere que este possa vir, a breve ou mesmo a longo prazo, a esticar na proporção directa de tudo o que diariamente é produzido. As próprias pessoas, à medida que nascem, vêm ocupar um espaço que até então estava disponível e que, a partir daí, se vê preenchido por mais uma forma. Basta pensar na quantidade imensurável de objectos com que lidamos todos os dias, nossos ou não, e só por aí já dá para ficar com uma ligeira ideia. Agora é extrapolar o nosso particular para o que sucede a nível global e a mesma ideia passa a ser assustadora. Imaginar todo o espaço que é ocupado por matéria física por nós idealizada para combater as nossas inúmeras necessidades. Sim, por que a necessidade é a mãe, o motor gerador, de toda e qualquer invenção que tenha o dedinho do bicho homem. Só a título de exemplo capaz de servir de argumento válido a esta minha prelecção (caso assim a entendam), imaginem a quantidade de livros que existe em todo o globo. Os que já o são e os que surgem diariamente como materialização da imaginação prolífera de escritores e outros homens e mulheres dedicados às letras. É incrível pensar como é que ainda sobra tanto espaço para os guardar, armazenar, expor. Se é unânime que se considere o factor tempo como o mais decisivo de quantos existem (ou simplesmente concebemos para marcar o nosso ritmo ou permitir-nos uma melhor percepção da sua passagem por nós), não é menos verdade que o factor espaço é também ele gigante em matéria de importância, conferindo-lhe autoridade suficiente para ombrear com este seu mais directo concorrente. Mais ainda se nos debruçarmos sobre ele desta forma simples e sumária como aqui o fiz. A temática espaço ganha espaço na nossa ideia e passa a ser difícil deixar de a considerar como algo de dimensões realmente avassaladoras. Um sério contributo para nos consciencializarmos de quão ínfimos e insignificantes somos no contexto espaço/temporal, tal e qual uma poeira microscópica que vagueia vagabunda, sem origem ou rumo que se lhe possa apontar.     



publicado por migalhas às 11:53
Quarta-feira, 02 de Agosto de 2006

Quem até agora julgava que o território de Portugal e Espanha, também conhecido por Península Ibérica, contava cerca de 590 milhões de anos de idade, desengane-se. A recente datação feita por cientistas espanhóis e ingleses de um pedaço de granito negro oriundo do cabo Ortegal, no noroeste da Galiza, permitiu-lhes concluir que, afinal, o duo mais ocidental da Europa é bem mais velho do que se imaginava. A datação efectuada a partir da concentração de isótopos radioactivos no pedaço de rocha sujeito a análise e que estaria a grande profundidade antes da separação dos continentes, veio trazer novas luzes sobre o fenómeno das ligações antes existentes entre os actuais continentes e os respectivos movimentos a que têm sido sujeitos desde então. Desta forma, ficamos então a saber que esta Península em que habitamos é pelo menos tão antiga como algumas zonas da Austrália, África do Sul e Canadá. Quer isto ainda dizer, que os territórios de Portugal e Espanha são muito anteriores à “explosão da biodiversidade”, ocorrida há 500 milhões de anos atrás. Perante estes novos e reveladores factos, só me ocorre dizer que somos mesmo velhos! 1160 Milhões de anos! Nessa altura, os únicos seres - e os primeiros, diga-se – que ocuparam o território que hoje conhecemos como esta nação valente e imortal, eram seres unicelulares, para além de todo o cenário ser bem diferenciado daquele com que nos confrontamos na actualidade. Imaginem, se conseguirem, que não existiam telemóveis, veículos de duas, quatro e demais rodas, a PlayStation Portable era apenas uma miragem, assim como o bluetooth e o sistema de infravermelhos, o plasma e o LCD não constavam ainda dos planos de Deus, da mesma forma que o iPod e o formato MP3 precisavam ainda de mais uns anitos para vingarem a sua indiscutível utilidade. Eu sei que é difícil de conceber tão insólito cenário, mas lembrem-se que estava tudo muito no início. O que serve igualmente de justificação para a então ausência de quaisquer animais e plantas, para o facto do oxigénio na atmosfera ser mínimo e o rei sol brilhar com uma intensidade 10% inferior à actual. Foi também por esta altura que, para quebrar o marasmo com que então os ditos unicelulares se debatiam, que os continentes (não confundir com a cadeia de hipermercados), até então unidos, se resolveram divorciar, contrariando palavras de ordem mais tarde adoptadas por determinada facção política, traduzidas no célebre claim “unidos venceremos”! Em traços muito gerais, foram estes os primórdios do mundo. Hoje ele apresenta visíveis mudanças, onde não se inclui a ausência de movimentações, como poderão constatar pelo artigo que anteontem publiquei. Em conclusão, deixo como matéria de reflexão o seguinte: para além de haver um português em qualquer canto do mundo (que por sinal até é redondo, mas disso poderemos falar noutra altura), sabemos agora que o país que os vê nascer e debandar é velho para caraças! Pensem nisto.  



publicado por migalhas às 11:03
Terça-feira, 01 de Agosto de 2006

Quem disse que já não existem piratas? Podem não fazer uso de grandes galeões, constantemente subtraídos às frotas das nações ricas e poderosas, nem usarem aquelas vestes estranhas, a que adicionavam uma pala num dos olhos e, levado ao extremo, uma perna de pau, mas andam por aí, acreditem. E a prová-lo, estão os mais recentes números relativos às actividades que protagonizam à margem da lei e que tão bons resultados lhes vão trazendo para os seus cofres. Números que, por si só, são impressionantes e que se traduzem em 20 mil milhões de downloads ilegais feitos a partir da Internet no ano de 2005. E estes valores dizem apenas respeito à área da música. Dados agora apresentados pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica estimam que um em cada quatro CD vendidos no mundo o ano passado é ilegal. Ou seja, 37% das vendas realizadas nesse período. São os piratas do séc. XXI, que navegam agora noutros mares onde reúnem um saque que só em 2005 custou à indústria musical qualquer coisa como 3 mil milhões de euros. Em países como o Brasil, Rússia, China, Indonésia, México, Espanha (sim, os nuestros hermanos) e mais uns quantos que perfazem cerca de 30, a venda de CD ilegais ultrapassou mesmo os legais. Face a esta realidade, os piratas de antigamente, os genuínos, parecem meninos de coro. Mas os ventos são de mudança e parece que as coisas começam a encarrilar no sentido de prevalecer a lei nesta matéria. Depois do famoso Napster ter aderido à legalidade, é agora a vez do Kazaa fazer o mesmo. A partir de agora é possível contar com este site para downloads legais, depois de os seus responsáveis terem acedido a pagar qualquer coisa como 80 milhões de euros (!!!) a título de compensação por danos e prejuízos causados na sequência dos vários downloads ilegais feitos até à data. Só para se ter uma ideia, este valor corresponde a metade do mercado de downloads legítimos na Europa. Por aqui se vê o quão valioso e importante é este serviço de partilha nos nossos dias, actualmente liderado pelo famoso iTunes da Apple. Será que vamos ouvir novidades em breve de outros sites do género, como o emule ou o limewire? É que pelo rumo que isto está a levar, às tantas mais vale juntarem-se a eles. O mercado discográfico agradece e os músicos também. Quem é que não gosta de ser compensado por aquilo que faz? Para além de que são eles, os músicos, os grandes responsáveis no que toca a alegrar os nossos dias.    



publicado por migalhas às 11:31
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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