Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Hoje, penúltimo dia do mês de Maio, comemora-se o dia europeu da vizinhança. Quer isto dizer que, principalmente no dia de hoje, deveríamos incentivar aos bons modos e ao relacionamento salutar entre a vizinhança, não só lá do prédio, mas lá da rua, do bairro, and so on and so on. Claro que, para isso, não chega apenas a boa vontade de uma das partes. Veja-se o meu caso. Logo a começar pela vizinha do mesmo patamar, supostamente o expoente mais próximo de vizinhança que me é dado constatar, as coisas não correm pelo melhor. Pouco dada a trabalhar e sem muito com que se entreter durante os dias que, calculo, sejam de tédio absoluto, aproveita o imenso tempo livre de que dispõe para me presentear com bilhetinhos idiotas escritos em tom maternal, como que a querer transmitir indicações que há muito deixaram de surtir efeito junto dos próprios filhos, cansados de a aturar. Até percebo que tenha de recorrer a este método, dada a distância de 3 a 4 passos que separa as nossas portas. Mas antes assim. Pois não sei se me apetece chegar à fala com quem apenas parece talhado para a escrita de recados idiotas. Fico-me pois pelos educados bom dia ou boa tarde fugidios, não me esforçando sequer por ir mais além. Basicamente, é a única vizinha com que existe algum atrito e logo tinha de ser a do lado. Mas pelo que soube, já vem de trás esta sua antipatia natural com quem se muda para o apartamento em frente ao seu. Coitada! Até a compreendo. Afinal, são já os terceiros vizinhos com que tem de se chatear e arranjar motivos para criar mau ambiente. Não é fácil e requer muita dedicação e alguma criatividade para também não se repetir. Pois, afinal de contas, é tudo o que faz durante os seus santos dias. Talvez fosse caso para ponderar a compra de uma cabana no meio do mato e aí tentar a via do isolamento. Sempre convivia com outros bichinhos, como ela...

Tirando este ponto negro, até nem me queixo do resto da vizinhança. No prédio, nas lojas circundantes, nas redondezas. A malta é simpática, acolhedora e parece apostada em dar razão a quem um dia se lembrou de comemorar algo que deveria ser natural e espontâneo, vindo de um animal que se diz social.  



publicado por migalhas às 18:39
Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Também por cá a febre, não de sábado à noite, mas de «O Código Da Vinci» já dá que falar. Segundo dados fornecidos pela distribuidora, a Columbia TriStar Warner Portugal, em apenas quatro dias o filme foi visto em Portugal por 215.840 espectadores, batendo todos os recordes de bilheteira de que há memória. A este feito, acresce ainda o facto de, pela primeira vez no nosso país, um filme ter ultrapassado a marca do milhão de euros de receitas no mesmo período de tempo. Só por curiosidade, são 76 as salas de cinema em todo o país onde o filme está a ser exibido, num total de uma centena de cópias distribuídas pela editora. De alguma coisa havia de servir toda a polémica criada à volta deste fenómeno, quanto a mim polémica artificial e puramente especulativa, provocada com o intuito de suscitar a curiosidade destes milhares que já o viram e de muitos outros que ainda o irão ver. Reacções da igreja, boicotes à projecção, acusações de plágio, enfim, são apenas alguns dos métodos utilizados pelos manipuladores de marketing, para fazer crescer água nas várias bocas sequiosas de polémica. Não critico. Afinal de contas é disso que se trata, de contas, e estes senhores sabem muito bem fazê-las. Ou não fosse tudo isto um mega negócio, como tantos outros que se alimentam de cada um de nós.



publicado por migalhas às 17:40
Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Mesmo longe de ser o filme do ano, mesmo apupado e muito criticado por quantos o viram em primeiríssima mão no Festival de Cannes, mesmo arrasado pelos críticos de cinema da nossa e de outras praças, a verdade é que um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos, "O código Da Vinci", já arrecadou perto de 225 milhões de dólares em apenas três dias de exibição a nível global. E estamos apenas no início. Pois com o incremento do DVD, que prolonga a esperança de vida de qualquer filme que se preze, os números devem disparar ainda por aí acima, sabe-se lá se para bater recordes de outros filmes mais antigos. Desta forma, a Sony Pictures decidiu-se desde já a garantir uma sequela à altura dos acontecimentos. Ou seja, uma nova adaptação cinematográfica de uma obra de Dan Brown, desta feita "Anjos e Demónios". Embora anterior ao código, este “Anjos e Demónios" está já nos planos de Jeff Blake, vice-presidente da Sony Pictures, como continuação no grande ecrã das aventuras de Robert Langdon, personagem que voltará a ser encarnado por Tom Hanks. De referir apenas que em “Anjos e Demónios”, Langdon enfrenta a misteriosa organização secreta conhecida como os Illuminati e a sua busca pela fonte de energia mais poderosa do planeta. Ao seu lado está uma cientista italiana, muito bonita, cujo pai foi assassinado. Resta-nos tentar adivinhar quem vestira a pele desta bela italiana, esperançados que a escolha recaia desta vez sobre alguém um pouco mais atraente. Neste sentido, a minha sugestão vai direitinha para a diva Monica Belluci. A ver vamos.



publicado por migalhas às 10:32
Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Para quem se preocupa com as injustiças que grassam no mundo, um saltinho a www.worldonfire.ca é essencial. Quem se preocupa com a fome que afecta milhões de crianças, que dê uma olhada. Quem se preocupa com outras carências que igualmente as têm como alvo privilegiado, como a educação, o ensino, a saúde, condições básicas que para muitos de nós são sequer impensáveis que faltem a uma criança, que dê lá um saltinho. Quem se preocupa, que não deixe de visitar. Por que é sempre bom saber que há quem faça qualquer coisa para, pelo menos, minimizar os efeitos devastadores da desigualdade que se vive no globo e que em pleno século XXI não deixa de ser cada vez mais uma realidade. Uma triste realidade. Visitem e passem palavra. Pois podem estar a contribuir para uma felicidade que muitos julgavam já perdida.  



publicado por migalhas às 14:40
Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

É de facto verdade. Eu próprio fiquei incrédulo quando soube, mas com a proliferação de dias dedicados às coisas mais estapafúrdias, seria de prever que o iogurte fosse um dos contemplados. E de facto assim é. O dia de hoje, 17 de Maio, foi escolhido para ser aquele em que se celebra o aparecimento deste elemento rico, saudável e vivo. Ah, pois é. Vivinho da Silva, graças aos fermentos activos que inclui na sua composição e que ajuda a regularizar o trânsito intestinal. Que falta faziam uns fermentos desses todas as manhãs nas principais vias do país! Mas adiante. Rico em cálcio e em algumas vitaminas importantes, o iogurte só peca mesmo pela quantidade, por vezes abusiva, de açúcar, corantes, edulcorantes e afins, que lhe estragam a intenção de alimento rico e essencial à nossa degradada saúde. Eu vejo-me grego sempre que me apetece comprar iogurtes e caio no erro de ir espreitar os ingredientes. É de fugir! Chegam a ter mais Es do que alguns produtos por todos considerados nocivos. Dá para acreditar? Mas é assim, com este pano de fundo, que se comemora então hoje o dia do iogurte. E numa altura em que o calor parece querer começar a apertar, a sua versão líquida é uma alternativa refrescante e agradável, caso, claro está, não haja uma cervejinha fresquinha por perto para nos tentar. Pois ainda não há que chegue a uma jeca bem fresquinha para combater o calor e a sede que este provoca. Mas isso é uma história diferente, que a seu tempo, e quem sabe no seu dia, será alvo de uma atenção especial. Até lá, vamo-nos deliciando com o belo do iogurte, seja ele simples, de morango, de chocolate belga, de cheese cake, de manga, de cereais, enfim, do que se queira. Seja em que variedade for, desfrutem dele. Tentem é evitar a consulta dos ingredientes. Ou acabam como eu, desejoso pelo dia da cerveja!



publicado por migalhas às 10:51
Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Então não é que as mulheres escolhem os pais dos seus filhos através de um simples olhar? Qual desempenho na cama, qual medição do instrumento responsável, qual arte de sedução, qual quê! Descobriu-se agora que uma olhadela é suficiente para elas se aperceberem se determinado homem tem ou não competência para ser o macho procriador lá de casa. E contrariamente ao que poderia parecer lógico à primeira vista, é sobre os espécimes menos másculos – onde eu me incluo - que recai a preferência da maioria das damas. Curiosamente, conseguem percebê-lo deitando apenas um fugaz, mas esclarecedor, olhar para o rosto do homem em questão. Pelos seus traços fisionómicos deduzem de imediato se um homem gosta ou não de crianças e usam essa mesma informação quando escolhem aquele que com elas irá partilhar os bons e os maus momentos, na saúde e na doença, até que a morte os separe. Quanto aos “machos” com aspecto mais másculo, diria que ficam com a parte boa da coisa. Que é como quem diz, livres destas responsabilidades de criar família e sustentá-la. Fazem parte das preferências femininas, mas no que diz respeito a relações afectivas breves, tipo queca na beira da estrada ou num motel barato que aceita qualquer nome falso para registo de entrada. A bem dizer, as senhoras escolhem os “armários” quando já não aguentam os “ex-crucifixos” que espremeram até à medula e que hoje se transformaram em repugnantes baleias ambulantes, completamente dependentes da garrafa de cerveja, de preferência cheia!

- “Agora fica aí a tomar conta das belas crias que me proporcionaste no tempo em que ainda te confundia com um Adónis, que eu vou ali dar dois dedinhos de conversa com o novo professor de ténis”.

Ou de step, ou de body combat, ou do diabo a sete. Quer dizer, esforça-se um gajo por dar continuidade à espécie, criá-la, fazê-la crescer em segurança e depois de tudo feito, trás! Toma lá que agora já não serves. Por isso, rapaziada, aqui fica o alerta. Se para além do fraco arcaboiço, são ainda detentores de traços faciais redondos, barba pequena e olhos relativamente grandes, cuidado! Estão entre os eleitos para saciarem o instinto maternal em crescendo das interessadas. Hipóteses têm duas: ou tentam o ginásio com extremo afinco ou recorrem à cirurgia plástica para refazerem a vossa fronha. Fiquem sabendo ainda que se ligam muito a criancinhas é por que são possuidores de um nível de testosterona mais baixo, uma vez mais comparando com os outros, os viris. Em compensação, enquadram-se como uma luva na teoria da evolução, uma vez que são a favor da ideia de se tornarem pais e assim darem continuidade ao bom nome que herdaram dos vossos progenitores. A escolha é vossa. Agora com a nuance de que já não podem argumentar que não sabiam de nada.



publicado por migalhas às 15:39
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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