Sexta-feira, 07 de Julho de 2017

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13 Anos. Podia ser uma vida, e em parte até é, mas é o tempo que contabiliza o meu blog, o 100NEXUS. Um blog que me tem dado imenso prazer construir e o qual trato com todo o carinho que a escrita me merece, pois é disso mesmo que se trata: ESCRITA. Se por um lado tem sido o meu ganha pão enquanto área profissional, por outro essa mesma escrita tem representado todo um outro universo, bem mais amplo e gratificante em termos de realização pessoal, algo que o profissional nem sempre permite. Mês após mês, desde essa data que ditou a primeira publicação (e que então versava um insólito tema, bolachas com sabor a... armário!), tenho tentado manter actualizado este meu espaço de partilha com tudo aquilo que considero pertinente, essencialmente ao nível da cultura. Mais a literatura, a prosa, a poesia, o mercado editorial, prémios literários, enfim, o que me motive a tecer umas palavras sobre. Quem me acompanha com regularidade sabe que assim é e o mais que posso prometer é que continuarei para diante neste registo que soma já 13 anos de actividade, dedicação, devoção e, essencialmente, muito prazer. Se depender apenas de mim, próximo ano neste mesmo dia cá estarei para me congratular com mais um. Até lá.



publicado por migalhas às 11:00
Quarta-feira, 05 de Julho de 2017

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Entre reedições, novos lançamentos, novas traduções e outros que mais, este mês 7 do ano 17 traz-nos de tudo um pouco. Com a proximidade das férias, quem sabe até já uma realidade para muitos (onde eu ainda não me incluo), começa a fazer sentido ir compondo aquela mala especial onde iremos levar connosco as muitas páginas e capítulos que nos irão libertar a cabeça das preocupações, fazendo-nos sonhar ou, pelo menos, viajar por outros universos, quiçá, paralelos a este que vivemos diariamente. Seja como for, que seja um tempo de descanso e de muita e boa leitura. É esse o meu voto, seja em férias, seja durante todo o restante ano. 

Olhem aqui o que nos reserva este Julho em matéria de edição literária: http://observador.pt/2017/07/01/marque-na-agenda-vem-ai-novos-livros-em-julho/

 



publicado por migalhas às 20:00
Sexta-feira, 30 de Junho de 2017

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E se de repente alguém, que mais não é que um zé-ninguém, resolvesse registar em diário o seu pacato dia-a-dia? Um tipo comum, tipo eu, que pegava agora num diário e de hoje em diante lá escrevia o pouco ou nada de interessante que preenche os seus dias quase sempre iguais e depois seguia por aí fora, tentando imortalizar esses momentos comuns aos de milhentas outras pessoas, mas estes registados pela escrita. Foi isso que pensou este Charles Pooter

«Não consigo perceber por que razão - lá porque não me calhou ser alguém - o meu diário não seria interessante. Só me arrependo de não o ter começado quando era jovem»

dando assim vida, a partir de finais do século 19, a um relato épico de uma vida pouco ou nada interessante. Assim se pode descrever este livro, no qual Charles Pooter, a meio caminho da vida, decide começar a registar num diário os acontecimentos do seu dia-a-dia. É um homem de ambições modestas, satisfeito com o seu modesto emprego e a sua modesta mulher, menos satisfeito com o seu filho estouvado e os seus amigos impertinentes. No diário, anota as idas ao talho, a dificuldade de consertar o alpendre, o preço da engomadoria, as crises da criada, os devaneios da mulher, as tolices do filho, os serões de convívio com os amigos, a magnanimidade do patrão. Uma vida normal muito digna de nota, já que este zé-ninguém se tornou uma personagem cómica imortal, satirizando a classe média suburbana londrina do século XIX.



publicado por migalhas às 20:00
Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

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Constato, com satisfação, que o meu velho blog foi hoje, 28 de Junho de 2017, alvo de destaque na página do sapo a esse propósito destinada. É bom saber que o que faço, escrevo e partilho há tantos anos ainda vai sendo olhado aqui e ali e, neste caso particular, apreciado. Fica o meu obrigado ao sapo e a promessa de que tal apenas me motiva a seguir em frente ainda com mais vontade. A todos os que me seguem, votos de boas leituras.



publicado por migalhas às 12:30
Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

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Irrepreensível a nível gráfico, pois no que concerne às obras nada há igualmente a apontar, a colecção Os Livros Estão Loucos, da editora Guerra & Paz, vem abanar o mercado literário com um conjunto de livros pensados exclusivamente para os leitores mais jovens. Ou seja, grandes clássicos da literatura adaptados aos jovens, ou, se quisermos ir ainda um pouco mais fundo, histórias de sempre numa linguagem de hoje, capaz de cativar a atenção de quem tanto tempo dedica a ecrãs das mais variadas polegadas. Os três primeiros volumes já estão à venda nas livrarias e até ao final do ano iremos ainda ser presenteados com Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, e Frankenstein, de Mary Shelley. Um duplo prazer, esta colecção, que assim reúne o melhor de dois mundos: Belas obras com uma apresentação notável. Voltemos a elas?

 



publicado por migalhas às 20:00
Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

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O livro do escritor angolano José Eduardo Agualusa, “Teoria Geral do Esquecimento”, editado pela Dom Quixote em Portugal em 2012 e que já havia sido, em 2016, finalista do Man Booker International Prize, foi agora distinguido com o prémio literário internacional de Dublin, pela tradução inglesa desta sua obra. Esta conta a história de uma mulher que fica presa na sua casa em Luanda no período de transição entre o colonialismo e a independência e que procura sobreviver “ao medo do outro, ao absurdo do racismo e da xenofobia”. Mais uma boa razão para o ler, ou reler. Parabéns a ele e, uma vez mais, à literatura de língua portuguesa.



publicado por migalhas às 20:00
Terça-feira, 20 de Junho de 2017

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E ele aí está: O vencedor do Man Booker Prize de 2017. "A Horse Walks Into a Bar", do israelita David Grossman, debruça-se sobre uma derradeira actuação de um artista de stand-up comedy e o modo como o fez convenceu o júri a atribuir-lhe este cobiçado prémio literário. Aguardemos agora pela sua edição entre nós, para podermos também desfrutar de mais uma obra vencedora no panorama literário mundial.

Aqui fica a notícia na íntegra: http://themanbookerprize.com/news/horse-walks-bar-david-grossman-wins-man-booker-international-prize-2017

 



publicado por migalhas às 19:27
Sexta-feira, 09 de Junho de 2017

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O único livro infantil escrito por William Faulkner, "A Árvore dos Desejos", já embeleza as livrarias um pouco por todo o país. Publicado pela primeira vez em Portugal, pela editora Ponto de Fuga, esta relíquia conta com as ilustrações originais de Don Bolognese. Diria que é mais um a não perder.



publicado por migalhas às 20:00
Quarta-feira, 07 de Junho de 2017

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Junho já segue o seu ritmo e nas livrarias novas edições esperam por quem não passa sem a companhia de um bom livro. Qualidade e variedade, seja na ficção, não-ficção, poesia ou literatura infantil, o que nunca faltam são razões para uma visita, demorada, digo eu, a cada templo dos livros, mais conhecidos por livrarias. 

Mais em detalhe, encontram aqui as novidades para este mês: http://observador.pt/2017/06/02/tome-nota-estes-sao-os-lancamentos-de-junho/

E boas leituras!



publicado por migalhas às 20:00
Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

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Duas publicações recentes que são já uma obrigação junto de quem preza a leitura e a cultura em geral. Falo da edição 2017/18 do Almanaque Bertrand e da edição de Primavera 2017 da revista Estante, a publicação gratuita da Fnac que já aqui foi notícia algumas vezes. Duas excelentes publicações, não só pela qualidade gráfica dedicada a cada uma, mas também, e essencialmente, pela variedade e uma vez mais qualidade dos artigos, entrevistas, curiosidades e temáticas várias que as enriquecem. E se uma é gratuita, a Estante, já o Almanaque custa somente 5€ que valem, vos garanto, cada cêntimo. Façam pois uma visita à Fnac e à Bertrand, e usufruam destas publicações com que cada uma das marcas nos continua, e espero que por muitas mais edições, a brindar. Boas leituras.



publicado por migalhas às 20:00
TUDO É ILUSÃO, DESDE O QUE PENSAMOS QUE PODEMOS AO QUE JULGAMOS QUE TEMOS.
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